MP vai investigar rede de academias em que mulher morreu após usar piscina

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquério civil para investigar a rede de academias C4 Gym, após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, durante aula de natação na unidade do bairro São Lucas, zona leste da capital. Outras cinco pessoas também precisaram ser hospitalizadas após contato com a água da piscina.

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo determinou que a Secretaria Municipal de Governo, a Vigilância Sanitária e o Corpo de Bombeiros realizem vistorias em todas as unidades da rede na capital. O objetivo é que as unidades apresentem relatórios, licenças e informações sobre AVCBs, entre outros dados administrativos.

O inquérito civil busca “uma relação completa das unidades em funcionamento” (endereço e identificação dos franqueados), além de detalhes sobre como os contratos de franquia são firmados e de eventuais irregularidades. Há indícios de que algumas unidades operariam sem o devido AVCB.

A morte de Juliana é investigada pela Polícia Civil. A principal linha de apuração indica que gases tóxicos poderiam ter sido liberados a partir de uma mistura de produtos químicos usados para a limpeza da piscina. Além da vítima, outras cinco pessoas apresentaram mal-estar e quatro continuam internadas, incluindo o marido da professora, cujo estado de saúde é considerado grave.

Após o ocorrido, a Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia C4 Gym devido a uma “situação precária de segurança” e pela ausência do alvará de funcionamento, já que o estabelecimento possui dois CNPJs vinculados ao endereço. O delegado Alexandre Bento afirma que a investigação investiga a presença de dois CNPJs e pretende esclarecer a situação com os proprietários.

Entre as testemunhas, o ajudante-geral responsável pela limpeza da piscina informou que recebia instruções por mensagem, preparava a mistura química e deixava a solução ao lado da piscina para ser usada pelos professores. Um vídeo do Estadão mostra o momento em que o funcionário prepara a mistura. A defesa diz que ele tem colaborado com as investigações.

A academia manifestou pesar pelo episódio e afirmou ter apoiado as vítimas. A reportagem de acompanhamento destacou que o espaço segue sob investigação, com atualizações sobre a atuação das autoridades e das unidades da rede, que ainda não prestaram depoimento formal aos investigadores.

As ações do MP e das autoridades visam esclarecer responsabilidades, regularização das licenças e a segurança de unidades da rede C4 Gym em toda a cidade. A cidade aguarda novas informações sobre o andamento das diligências e os desdobramentos legais envolvendo proprietários e funcionários.

Compartilhe sua opinião nos comentários: o que você acha das medidas tomadas pelas autoridades e da segurança em academias com piscinas? Sua perspectiva pode enriquecer o debate sobre fiscalização e bem-estar dos frequentadores.

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