Na ONU, China e Rússia vetam resolução para desbloquear Estreito de Ormuz

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Rússia e China vetaram uma resolução da ONU que buscava desbloquear o Estreito de Ormuz e autorizar a escolta de navios, uma iniciativa apoiada pelo Bahrein, pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos. Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir o Irã completamente se o estreito não fosse reaberto na noite desta terça-feira.

A proposta, apresentada pelo Bahrein, recebeu 11 votos a favor, 2 contra e 2 abstenções, com Rússia e China votando contra. A votação ocorreu após semanas de negociações que foram adiadas repetidamente, em meio ao receio de um veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Segundo o texto, caberia à ONU delegar a qualquer Estado ou coalizão o uso da força para liberar a passagem, caso fosse necessária. O projeto passou por mudanças ao longo das negociações para acomodar objeções, mas acabou sendo rejeitado nesta terça-feira pela maioria do Conselho.

O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que concentra boa parte do petróleo que abastece o mercado global. O episódio evidencia a tensão entre o bloco liderado pelos EUA e Rússia e China, que preferem manter o veto, mostrando como decisões no Conselho podem ter impactos diretos na economia mundial e na segurança marítima.

A fala de Trump, que chegou a mencionar a possibilidade de destruir o Irã caso o estreito não fosse reaberto, revela o peso político de uma crise envolvendo forças regionais e potências globais. O episódio ilustra como pressões políticas podem mover-se dentro e fora das instituições multilaterais, com desdobramentos ainda incertos para a geopolítica da região e para o abastecimento mundial.

Os desdobramentos permanecem em aberto. O Conselho não aprovou a proposta, mas o tema continua no radar internacional, com possíveis efeitos sobre preços do petróleo, rotas de navegação e segurança marítima. E você, qual é a sua leitura sobre a importância do Estreito de Ormuz para a economia global e o papel das Nações Unidas em crises como esta? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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