Resumo: Letícia Pavim, 26 anos, moradora de Ribeirão Preto, viveu uma imersão de 22 dias na Escola Shaolin do Norte, em Dengfeng, China, treinando kung fu em uma rotina de até 6 horas diárias. O conteúdo gerado por ela ganhou as redes, com vídeos que ultrapassaram a casa das 10 milhões de visualizações.




A ideia de treinar kung fu na China nasceu quando Letícia assistiu, há nove meses, a um vídeo do Shifu Shi Miao Hai, mestre da Shaolin. Motivada, ela planejou uma imersão de seis meses e seguiu com planejamento rigoroso, incluindo a contratação de um personal de kung fu com dez anos de experiência e acompanhamento nutricional.
Rotina intensa: foram 6 horas de treino por dia, 6 dias por semana, com início às 6h e término às 18h, sempre com intervalos. O programa mesclava posições de kung fu, taolu, qigong e tai chi chuan, além de estudo de mandarim, meditação, corrida (três vezes ao dia), treino de força e HIIT. Em cada sessão, pessoas de várias partes do mundo participavam juntos.
As refeições, padronizadas, incluíam café da manhã com sopa de arroz, pão e ovo; almoços e jantares com arroz, frango, tofu e pak choi. O domingo era o único dia livre completo, além de quartas-feiras e sábados à tarde, quando ainda havia pausas curtas para descanso entre os treinos.
Essa experiência foi mais do que fortificar o corpo: aumentou a determinação, a constância e a resiliência. Letícia encontrou pessoas de várias nações, ampliou sua visão de mundo e se encantou pelo universo do kung fu, descobrindo uma versão de si mesma que não conhecia.
Para quem quer seguir esse caminho, a brasileira recomenda chegar bem preparado para reduzir o risco de lesões. Ela lançou um ebook com 38 tópicos, em 52 páginas, explicando o passo a passo para planejar a viagem, além de compartilhar mais de 50 vídeos sobre a experiência.
E você, toparia viver uma imersão tão transformadora no kung fu? Conte nos comentários como você encara a ideia de aprender artes marciais no exterior e quais desafios você imaginaria enfrentar.
