Um advogado de 46 anos afirma ter sido agredido por policiais militares em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durante uma abordagem na noite de 9 de julho. Ele diz ter se apresentado como responsável pela defesa do suspeito e mostrado a carteira digital da OAB, mas o tenente recusou o documento, citando a possibilidade de ter sido criado por IA.
Marco Antônio de Souza alega que foi chamado para atender um cliente abordado pela PM na Rua Rio Formoso, no bairro Ipiranga. Ao se apresentar como advogado, mostrou a carteira digital da OAB, porém o tenente afirmou que o documento teria sido feito por Inteligência Artificial, desencadeando um bate-boca que teria escalado rapidamente.
O filho dele, de 22 anos, também teria sido agredido durante o episódio. Ambos foram algemados, levados ao posto de saúde e, em seguida, conduzidos à delegacia.
Segundo os policiais, Marco Antônio teria ofendido a equipe com palavras de baixo calão e persistiu na abordagem, mesmo com alertas. Eles afirmam que ele resistiu à prisão e acabou caindo ao solo, o que, segundo eles, causou as lesões descritas pela corporação.
A OAB de Ribeirão Preto emitiu uma nota de apoio ao advogado, afirmando que não tolera qualquer violação ou desrespeito ao exercício da advocacia. A Comissão de Prerrogativas acionou medidas imediatas: solicitou um Inquérito Policial Militar, abriu procedimento interno na Comissão de Prerrogativas, acompanhou o inquérito da Polícia Civil e reuniu-se com o comando da PM para reforçar as prerrogativas, incluindo a validade da carteira digital da OAB.
A OAB não tolera violação às prerrogativas profissionais e garantiu que continuará acompanhando o caso até a completa apuração dos fatos, assegurando o devido direito de defesa do colega.
Com base no material divulgado, o episódio levanta questões sobre o uso de identidades profissionais durante abordagens e a atuação da Polícia Militar na defesa das prerrogativas da advocacia. O caso segue sob apuração, com a OAB acompanhando de perto os desdobramentos e as investigações em curso.
E você, qual é a sua leitura sobre a atuação policial nesses casos e a proteção das prerrogativas da advocacia? Compartilhe sua opinião nos comentários e traga seu ponto de vista para o debate.




