Vinicius de Oliveira, viúvo da professora Juliana Faustino Bassetto, recebeu alta neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, após permanecer internado em estado grave desde 7 de fevereiro. A intoxicação ocorreu na piscina da academia C4 Gym, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, durante uma aula de natação. Ele foi a quinta das sete vítimas a ter alta, após cerca de uma semana na UTI e mais um dia em um quarto do Hospital Brasil.
A prefeitura interditou a C4 Gym pouco depois do ocorrido. A Polícia Civil, com apoio do Ministério Público, indiciou os sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração por homicídio com dolo eventual, sob a acusação de displicência no atendimento às vítimas e de ter tentado descaracterizar o local após a morte.
A linha principal de investigação aponta para a possibilidade de o cloro ter se misturado com outro cloro de marca diferente ou com algum produto inadequado, gerando uma reação química tóxica. Severino Silva, 43 anos, funcionário responsável pela mistura, afirma ter sido orientado pelos donos do espaço via mensagens de celular, sem formação técnica para manuseio de químicos.
A juíza Paula Marie Konno, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou o pedido de prisão dos sócios. Ela informou que não houve motivos suficientes para justificar a medida extrema e que não há registro de intimidação de testemunhas. A defesa afirmou que os empresários aceitam a decisão e permanecem à disposição das autoridades, cumprindo as medidas cautelares.
A apuração segue em andamento, com a Polícia Civil e o Ministério Público acompanhando os desdobramentos do caso e avaliando as responsabilidades na gestão da academia.
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