Vovô do Ilê exalta reconhecimento internacional de blocos afro: “Revolução dos tambores está no mundo”

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O Ilê Aiyê, conhecido por explorar regiões além da Bahia, escolheu neste ano certo tema para o Carnaval: a influência Afro-Indígena de Maricá, no Rio de Janeiro, como os primeiros habitantes da terra. A escolha coloca o foco na história e na presença de populações negras que moldam a cultura local da região, conectando passado e presente.

O fundador e presidente do bloco, Vovô do Ilê, destacou a projeção internacional que o grupo vem recebendo, celebrando um trabalho que se espalha por todo o país. “Hoje a Liberdade é reconhecida nacionalmente e internacionalmente, representando a cara da Bahia, de Salvador. Está em vários Outdoors na cidade, terra de negros, e os negros sempre coadjuvantes – só servem pra fazer coeficiente de eleição. Fico muito gratificado de ver esse projeto se proliferar pelo Brasil. Hoje você tem blocos afro pelo país inteiro, e essa revolução dos tambores está no mundo”, afirmou.

Apesar do crescimento de visitantes, segundo Vovô, o apoio ainda está aquém do necessário. Ele lembra que hoje colocar um bloco desse tamanho na rua exige profissionalização, com o Carnaval sendo chamado de Carna Negócio. Ainda assim, o líder enaltece o papel histórico do movimento, destacando que o ritual criado por sua mãe, em 1975, continua atraindo pessoas de todas as tribos para o Curuzu, fortalecendo a cidade com ambulantes e camarotes montados nas casas.

A ideia é recuperar o Carnaval da Liberdade sem depender de atrações externas. Os artistas dos moradores da cidade fazem a festa, prendem o público e ajudam a circulação de dinheiro na região. A edição atual é uma realização do Ilê Aiyê e do Ministério da Cultura, em parceria com a Caderno 2 Produções, com patrocínio do Grupo Belov, mantenedor do Plano Anual do Ilê Aiyê por meio da Lei Rouanet, do IFood e da CAIXA, além do apoio da Prefeitura de Salvador e da Prefeitura de Maricá. O Governo do Estado da Bahia também apoia, via o Programa Ouro Negro.

A semana do evento reforça o papel da cidade como palco de uma festa que mistura tradição, identidade e cidadania, promovendo cultura, turismo e economia local. Com essa combinação de legado e investimento público, a celebração se firma como referência para o Brasil e o mundo.

E você, o que acha da valorização da história afro-indígena de Maricá para o Carnaval e o papel das ações públicas na sustentabilidade de tradições locais? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias sobre como fortalecer ainda mais essa expressão cultural dentro da nossa cidade.

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