Baiana de Salvador, a atriz Edvana Carvalho está otimista com o atual momento do cinema nacional. Em entrevista ao Bahia Notícias, ela afirmou que parece haver um filme atrás do outro, pareando com qualquer outra produção para chegar ao Oscar, ressaltando a importância de contar histórias de mulheres pretas nas telonas.
Apesar do entusiasmo, Edvana reconhece que as oportunidades no cinema ainda são mais difíceis para quem é mulher negra. No cinema é mais difícil pra gente, ela admite, mas destaca que já atuou como protagonista em alguns filmes e vê avanço acontecendo aos poucos.
A atriz também elogia ações da prefeitura de Salvador e do governo da Bahia para fortalecer a produção audiovisual local. Mesmo com recursos modestos, diz que a migalha que deram já está fortalecendo o cinema nacional e incentivando novos projetos.
Sobre o Carnaval, Edvana vê a folia como um ritual que se acende todos os anos. Ela contou que esteve no Campo Grande acompanhando os Apaches e Comanches, uma tradição afro-indígena, e chegou a Castro Alves, mas não conseguiu chegar ao Ilê por causa do trânsito. Para ela, o Carnaval de Salvador é uma revisitação da história, um momento de afeto e memória em que a cidade parece dizer: Essa cidade é nossa.
Ela reforça que o Carnaval é quando as culturas diversas do Brasil se expressam pelo povo, e que sonha continuar passando pela Castro Alves para reviver essas lembranças. No fim, Edvana reforça que a cidade é nosso espaço, onde a cultura existe para todos nós.
E você, qual é a sua visão sobre o papel do cinema negro e do Carnaval para a cultura baiana? Compartilhe nos comentários suas opiniões, experiências ou sugestões para fortalecer a produção audiovisual e as raízes culturais da região.

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