Erika Hilton critica proposta que prevê porte de arma para trans

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL) classificou como esdrúxula a proposta apresentada pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL) que prevê o porte de arma para pessoas trans com base na autodeclaração de gênero. A discussão, além de armas, coloca em pauta quais políticas públicas devem receber prioridade para a população trans.

“Pessoas trans não querem andar armadas, querem políticas públicas, proteção e cidadania. E desde quando esse senhor está preocupado com pessoas trans? Isso é pauta esdrúxula para criar polêmica e tentar aparecer”, declarou à coluna.

A parlamentar também criticou a atuação do deputado bolsonarista, que integra a Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como bancada da bala.

“Esse cara, além de ser um selvagem com fama terrível, ainda tem as propostas mais esdrúxulas. A gente sabe bem por que ele gosta de armas e usa essa tese de porte de arma como ‘legítima defesa’”, disse.

Morte de ex-namorada

Entre as polêmicas envolvendo Bilynskyj está a morte da modelo Priscilla Barros, de 27 anos, ex-namorada do deputado. Em 20 de maio de 2020, ela atirou seis vezes contra o então delegado, com quem mantinha relacionamento há poucos meses, e, em seguida, teria se suicidado.

A Polícia Civil concluiu, à época, que Priscilla tentou matar Bilynskyj e, depois, tirou a própria vida motivada por ciúmes. Com a morte da autora dos disparos, o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do caso, que foi acatado pela Justiça em julho de 2022.

Alvo de pedido de demissão da Polícia Civil de SP

Segundo apuração do Metrópoles, um documento sigiloso aponta que Bilynskyj responde a processos disciplinares desde o estágio probatório na Polícia Civil, iniciado em 2012. Naquele período, já havia recomendação para que ele não fosse aceito na corporação.

O documento registra ainda que Bilynskyj respondeu a mais de 12 expedientes disciplinares, pelos quais foi punido com reprimendas, advertências e suspensões.

“[Ele] já causou diversos problemas e transtornos, inclusive, durante o estágio probatório”, diz trecho do pedido de demissão.

Este cenário levanta questões sobre conduta, responsabilidade institucional e o impacto de acusações internas em pessoas ligadas a órgãos de segurança pública.

E você, o que pensa sobre esse tema? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate.

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