Vigiar o ex nas redes sociais depois de um rompimento costuma piorar a dor em vez de aliví-la. Pesquisas mostram que esse comportamento ativa o que especialistas chamam de sistema de apego do cérebro, dificultando o processo de superação. Segundo a psicóloga Joanne Davila, procurar o ex online fortalece conexões cerebrais que deveriam enfraquecer, prolongando a ansiedade e o sofrimento.
Estudos na área de ciberpsicologia indicam que a vigilância constante pode intensificar a angústia, a saudade e atrapalhar o crescimento pessoal. Michelle Drouin, professora de psicologia, aponta que esse hábito atrasa a recuperação emocional e pode aumentar o trauma, mantendo a ligação com o parceiro anterior.
Esse ciclo ocorre porque a internet oferece um fluxo contínuo de novidades que acionam o sistema de recompensa do cérebro. Ver uma nova foto, uma localização marcada ou uma legenda gera uma breve sensação de controle e compreensão, gerando um impulso de repetição. Quando esse alívio é pequeno ou passageiro, ele pode levar à repetição compulsiva, parecida com padrões observados em ansiedade ou transtornos obsessivos.
A repetição dessa busca pode impedir que as pessoas lidem com as emoções à medida que surgem, mantendo o foco no sofrimento em vez de processá-lo de forma saudável. Davila explica que, para quem já se sente inseguro, o ato de procurar online funciona como um comportamento de apego, especialmente após um abandono.
Essa dinâmica pode gerar um ciclo de dopamina: novidades aparecem, dá-se a sensação de controle, e o cérebro quer mais. Sem limites, esse padrão pode manter a dor viva e dificultar a adaptação a uma vida após o término. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar ansiedade mais acentuada ou padrões impulsivos semelhantes a outros transtornos de controle.
Dicas para um comportamento mais saudável após o término incluem estabelecer limites digitais temporários — pesquisas sugerem que ficar longe das redes por 30 dias pode funcionar como uma desintoxicação. Em vez de vasculhar o ex, vale redirecionar a energia: fazer exercícios, caminhar, ligar para um amigo ou dedicar-se a atividades que tragam senso de propósito. Reestruturar a perda também é essencial: o fim pode abrir espaço para relacionamentos mais saudáveis no futuro.
Além de ações práticas, é importante reconhecer que crises de ansiedade podem ocorrer, com sintomas como batimentos acelerados, sensação de falta de ar, tremores e desconforto generalizado. Se as crises forem frequentes ou persistirem, procurar orientação de um psiquiatra ou psicólogo é recomendável para identificar causas específicas e iniciar um tratamento adequado.
Quando o rompimento não está sendo fácil de aceitar, manter distância das redes sociais por um tempo pode favorecer a recuperação. Lidar com a perda de forma ativa e estruturada ajuda a transformar o término numa oportunidade de construir relações mais saudáveis e resilientes no futuro. E você, quais estratégias tem adotado para seguir adiante?
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