Irã nega que EUA pediram o fim de enriquecimento de urânio

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Na quinta-feira, Trump sugeriu que os Estados Unidos poderiam atacar novamente o país se Teerã não chegasse a um acordo com Washington em um prazo de dez dias, posteriormente estendido para 15

Por Jovem Pan* 20/02/2026 11h50 ATTA KENARE/AFP

O presidente americano, Donald Trump, tem defendido repetidamente a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã

Os Estados Unidos não pediram ao Irã que abandonasse o enriquecimento de urânio durante as negociações realizadas na terça-feira (20) em Genebra, com a mediação de Omã, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.

“Não propusemos nenhuma suspensão, e os Estados Unidos não pediram o enriquecimento zero”, afirmou Araghchi em entrevista ao canal americano MSNBC, transmitida nesta sexta-feira (20).

Segundo o chanceler, o próximo passo que o Irã terá de dar será apresentar a Washington um rascunho de possível acordo “nos próximos dois ou três dias”.

“Do que estamos falando agora é de como garantir que o programa nuclear do Irã, incluindo o enriquecimento [de urânio], seja pacífico e que continue sendo pacífico para sempre“, explicou Araghchi.

O presidente americano, Donald Trump, tem defendido repetidamente a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã, uma exigência que Teerã considera uma linha vermelha em suas negociações sobre seu programa nuclear.

Washington e Teerã concluíram na última terça-feira uma segunda rodada de negociações, mediadas por Omã, na cidade suíça de Genebra.

A rodada anterior foi em 6 de fevereiro, em Omã. Foi a primeira vez que representantes de ambos os países se reuniram após a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, em junho de 2025, na qual Washington interveio bombardeando instalações nucleares da República Islâmica.

Na quinta-feira, Trump sugeriu que os Estados Unidos poderiam atacar novamente o Irã se Teerã não chegasse a um acordo com Washington em um prazo de dez dias, posteriormente estendido para 15.

Os países ocidentais acusam o Irã de querer se armar com bombas nucleares, algo que Teerã nega, insistindo em seu direito de enriquecer urânio para fins civis.

Quando é enriquecido entre 3% e 5%, o urânio serve para alimentar usinas nucleares para produzir eletricidade. Quando o enriquecimento é de até 20%, podem ser produzidos isótopos utilizados, por exemplo, no diagnóstico de alguns tipos de câncer.

A partir desse limiar, o urânio enriquecido pode ter aplicações militares, segundo especialistas. Para fabricar uma bomba atômica, deve estar enriquecido a 90%.

*Com informações da AFP

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