Irmã de convento lamenta morte de freira assassinada no Paraná

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Deonisia Diadio, colega de congregação da freira Nadia Gavanski, assassinada neste sábado (21/2) em Ivaí (PR), lamentou o ocorrido e relatou ao Metrópoles como era a vida da irmã de convento. Segundo ela, Nadia levava uma “vida simples” e era conhecida pelo “sorriso acolhedor”.

“Seu jeito sereno tocava quem se aproximava, por meio de gestos simples e de um sorriso acolhedor. Cuidava com amor das plantinhas, da horta e das pequenas coisas do dia a dia, revelando um coração atento e fiel. No caminho que percorria todos os dias, a violência de um homem covarde interrompeu sua presença entre nós. Hoje choramos seu silêncio, mas cremos que Deus acolhe na eternidade esta religiosa que viveu com bondade e entrega. O céu recebe uma alma que soube amar no silêncio”, declarou Deonisia Diadio ao Metrópoles.

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As duas conviveram por décadas na Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada. Deonisia era madre provincial e visitava Nádia com frequência no convento.

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Freira Nadia Gavanski, assassinada por um homem que invadiu o convento onde ela morava em Ivaí, no Paraná

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Freira Nadia Gavanski, assassinada por um homem que invadiu o convento onde ela morava em Ivaí, no Paraná

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Freira Nadia Gavanski, assassinada por um homem que invadiu o convento onde ela morava em Ivaí, no Paraná

Reprodução/Redes sociais

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Arquivo pessoal

Segundo a Polícia Militar do Paraná, o corpo de Nadia foi encontrado no pátio do convento com sinais de agressão. Um homem pulou o muro para invadir o local, possivelmente com a intenção de furtar objetos, e ela o flagrou durante a invasão.

Nadia foi morta a pauladas e asfixiada. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi detido enquanto tentava fugir e estava com sangue nas mãos e nas roupas.

O velório da freira será realizado neste domingo (22/2), às 15h, em Prudentópolis (PR).

Freira teve AVC e perdeu a fala

Deonisia Diadio relatou, ainda, que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala. Ela tinha 82 anos de idade, sendo 55 de vida religiosa.

“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.

Segundo a religiosa, todos os dias, Nadia ia à horta levar comida às galinhas. Foi nesse momento em que ela se deparou com o homem que invadiu o convento.

“Foi exemplo de consagração, doação, espiritualidade. Rezava muito pedindo vocações. Às vezes ficava horas na capela”, declarou a amiga.

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