China pede que EUA cancelem tarifas após decisão da Suprema Corte

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China pede ao governo dos Estados Unidos o cancelamento das tarifas unilaterais anunciadas pelo presidente Donald Trump, após a Suprema Corte declarar ilegais grande parte das taxas. A decisão abre espaço para reevaluar medidas que impactaram o comércio mundial.

Na sexta-feira, o tribunal determinou que Trump não possui autoridade para impor tarifas com base na lei de 1977, base que ele utilizou para aplicar as taxas. A decisão é vista como um revés jurídico significativo para a política econômica do então chefe de estado.

A reversão provocou a fúria de Trump, que inicialmente anunciou uma tarifa global de 10% e, no sábado, elevou-a para 15%, aumentando a pressão sobre parceiros comerciais e cadeias globais de valor.

O Ministério do Comércio da China afirmou que está fazendo uma “ampla avaliação” do impacto da decisão e pediu aos Estados Unidos que suspendam as tarifas, destacando que não há vencedores em uma guerra comercial.

“A China pede aos Estados Unidos que cancelem suas tarifas unilateralmente contra seus parceiros comerciais. Não há vencedores em uma guerra comercial e o protecionismo não leva a lugar nenhum”, afirmou o ministério.

As tarifas de 15% entram em vigor nesta terça-feira (24) e permanecerão válidas por, pelo menos, 150 dias, com exceções para alguns produtos, conforme o anúncio feito pelas autoridades.

A decisão da Suprema Corte foi encarada como um revés político para Trump, ao anular a base legal central para a aplicação das tarifas anunciadas durante seu mandato.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse que acordos com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor, mesmo diante da decisão judicial, ressaltando a continuidade de relações comerciais sob contratos existentes.

Para entender os impactos no dia a dia das empresas e no comércio global, continue acompanhando as informações e as repercussões econômicas à medida que novas avaliações são divulgadas.

E você, o que pensa sobre essa mudança nas tarifas e o papel da Suprema Corte nesse cenário? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

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