Quem era ‘El Mencho’, líder do cartel mais poderoso do México morto no domingo

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Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, foi o fundador do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Ele morreu no domingo, 22 de fevereiro de 2026, durante uma operação do exército. O CJNG tornou-se o cartel mais poderoso do México pela violência e pelo desafio constante ao governo.

O criminoso recebeu uma recompensa de US$ 15 milhões pela captura. Descrito como violento por natureza, El Mencho atacava autoridades. Em 20 de junho de 2020, dirigiu um ataque contra Omar García Harfuch, então chefe da Secretaria de Segurança Pública da capital, que feriu o ministro; três pessoas foram mortas, incluindo dois guarda-costas.

Quase cinco anos antes, o cartel já havia atacado a Gendarmaria Nacional de Jalisco e emboscado um comboio policial. Os narcotraficantes também derrubaram um helicóptero militar com um lança-foguetes, provocando bloqueios de estradas e dezenas de mortes, entre elas 20 policiais e 9 soldados.

El Mencho era pouco visto em público; apesar de ter aparecido em dois shows de narcocorridos em 2025, permaneceu discreto sobre sua vida.

Imagens dele aparecem no cartaz de procurado do Departamento de Estado dos EUA e, em arquivos de 1989 da DEA, ele é registrado com cabelo encaracolado e aparência mais áspera.

Nascido em 1966, em Michoacán, Oseguera cresceu em meio ao cultivo ilegal de cannabis. Imigrou para os Estados Unidos ainda jovem e, na década de 1980, foi condenado por tráfico de heroína e deportado após cumprir a pena.

Ao retornar a Michoacán, ingressou no Cartel del Milenio, mas foi expulso por disputas de poder. Seguiu para Jalisco e, em 2009, criou o Mata Zetas, logo renomeado para CJNG. Em 2011, o cartel cometeu um dos seus massacres mais emblemáticos, deixando 35 corpos perto de uma reunião de promotores em Veracruz. Com a extradicação de El Chapo Guzmán e Mayo Zambada, o CJNG cresceu rapidamente, tornando-se o grupo mais poderoso do México. No ano passado, o Departamento de Estado dos EUA classificou o CJNG como organização terrorista, destacando sua presença transnacional.

Oseguera era divorciado e tinha três filhos. Sua ex-esposa e dois filhos foram presos; ela foi libertada, enquanto o irmão mais velho, conhecido como El Menchito, recebeu prisão perpéta nos Estados Unidos.

Segundo dados citados, a violência associada ao CJNG e a outros grupos já ceifou mais de 450.000 vidas e deixou mais de 100.000 desaparecidos desde 2006.

E você, qual é sua leitura sobre o impacto do CJNG na segurança do México e no tráfico global? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão.

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