Lula diz que ainda neste ano pode ser destravado o acordo comercial entre o Mercosul e a Coréia do Sul

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Antes de partir para Abu Dhabi, onde terá nesta terça-feira (24) uma reunião de trabalho com o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou à imprensa sobre a concretização de um possível acordo Mercosul-Coreia do Sul. Segundo Lula, “se tudo der certo”, o acordo será concluído ainda neste ano.

Em Seul, Lula se reuniu com o presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung, e teria ouvido dele que o país está interessado em fazer avanços nas negociações com o Mercosul. “Eu fiz lembrar a ele que é importante que, neste instante que se discute a pauta do unilateralismo, a gente volte a discutir esse acordo. Ele se mostrou muito interessado e se tudo der certo podemos concluir esse acordo ainda este ano”, declarou Lula a jornalistas em Seul.

O presidente Lula disse também que fez um convite ao seu colega sul-coreano para visitar o Brasil, provavelmente em julho ou agosto deste ano. Nessa eventual visita oficial, a pauta principal das conversas será costurar esse acordo multilateral entre o Mercosul e a Coreia do Sul, com objetivo de reduzir tarifas comerciais entre os países e agilizar processos aduaneiros.

Na sua visita à Seul, o governo brasileiro fechou uma série de acordos com a Coreia do Sul. Um dos acordos, voltado para a integração produtiva e incentivo ao comércio entre Brasil e Coreia do Sul, foi firmado durante a visita do líder petista à Casa Azul, residência oficial do presidente sul-coreano Lee Jae-Myeung. O compromisso entre os dois países compreende áreas desde o fomento do comércio digital até a cooperação sanitária, mas o destaque vai para o desenvolvimento do setor de minerais críticos. A ideia principal do acordo é buscar o compartilhamento da tecnologia sul-coreana com o Brasil, embora o compromisso firmado não tenha estabelecido obrigações ou prazos entre as partes em nenhum dos setores de cooperação. O que ficou acertado foi a criação, por parte dos dois países, de grupos de trabalho compostos por ministros de Estado. Esses grupos formarão a Comissão Bilateral sobre Relações Comerciais, que se reunirá uma vez por ano ou quando as partes definirem um momento apropriado.

Na conversa com os membros do governo sul-coreano, Lula destacou o potencial brasileiro de reservas de minerais críticos e afirmou que busca parcerias para desenvolver o setor de processamento dos materiais no Brasil.

O que você pensa sobre esse movimento brasileiro de intensificar laços comerciais com a Coreia do Sul? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você vê o impacto desses acordos para a economia regional.

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