O desembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), morreu na manhã desta terça-feira (24), aos 82 anos. Até o momento, não há informações oficiais sobre a causa do falecimento.
Natural de Ipirá, no sertão baiano, Cintra formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1967. Iniciou a carreira no Ministério Público da Bahia (MP-BA) como promotor de Justiça em 1969. Em 1991, tornou-se o primeiro Procurador-Geral de Justiça eleito diretamente pelo MP-BA, após ser o mais votado na lista tríplice e escolhido pelo governador da ocasião. No ano seguinte, deixou o cargo para ocupar a vaga do Ministério Público no TJ-BA.
Cintra presidiu o TJ-BA no biênio 2002-2004, período em que a corte transferiu sua sede de Nazaré para o Centro Administrativo da Bahia (CAB). Sua gestão é lembrada como um divisor de águas, defendendo um Tribunal Pleno autônomo em relação ao Poder Executivo. O magistrado enfrentou Antonio Carlos Magalhães, conhecido ACM, e rompeu com o domínio político do então senador que controlava setores do Executivo, Legislativo e Judiciário.
Entre 2004 e 2006, Cintra esteve à frente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Antes de se aposentar, atuava como presidente da 3ª Câmara Cível e da Seção Cível de Direito Público do TJ-BA.
O legado de Dultra Cintra na Justiça baiana fica marcado pela defesa da independência do Judiciário e pela modernização institucional, com destaque para a gestão que promoveu mudanças estruturais no TJ-BA. A morte aos 82 anos encerra uma trajetória ligada às instituições do estado.
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