Defensoria de Goiás pede indenização para a mãe que teve os filhos mortos em Itumbiara

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A Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), por meio do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), ajuizou ação na Justiça para coibir conteúdos de ódio ligados à cobertura do caso ocorrido em Itumbiara. A ação cita emissoras como Record e Rede Globo e também perfis em redes sociais, com o objetivo de retirar publicações e responsabilizar os envolvidos por danos morais coletivos.

A tramitação ocorre na 31ª Vara Cível de Goiânia. A DPE-GO sustenta que a atuação entra na seara de custos vulnerabilis, isto é, defesa dos direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade. O processo pede a oficialização da retirada das publicações e a condenação por danos morais coletivos, a serem revertidos a um fundo monitorado por conselhos federais ou estaduais.

Segundo a divulgação da DPE-GO, comentários e publicações transferiram o foco da brutalidade do agressor para a conduta moral da mulher, expondo-a a um linchamento virtual justamente em seu momento de maior vulnerabilidade.

Os veículos citados não teriam se manifestado até a data de publicação desta matéria. Além disso, algumas postagens teriam veiculado ataques diretos a Sarah, com a divulgação de vídeos e imagens de sua intimidade, na tentativa de justificar o crime.

Relembre o caso: Thales Naves Alves Machado, então secretário do governo de Itumbiara, atirou contra seus dois filhos, de 12 e 8 anos, na madrugada de 12 de fevereiro. O filho mais velho morreu ao dar entrada no Hospital Municipal Modesto de Carvalho; o mais novo faleceu dias depois no Hospital Estadual de Itumbiara. Machado deixou uma carta de despedida, pedindo perdão e explicando que era intenso e verdadeiro, e que não conseguiria viver com as lembranças da suposta relação extraconjugal da esposa.

A ação também solicita a oficialização da retirada das publicações e o pagamento de danos morais coletivos, que seriam destinados a um fundo supervisionado por Conselhos Federais ou Estaduais. O objetivo é proteger direitos de vítimas e familiares diante de ataques durante tragédias familiares.

O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de veículos de comunicação e plataformas digitais na cobertura de situações sensíveis, especialmente quando envolvem familiares de pessoas ligadas a crimes. O processo aguarda julgamento pelas autoridades competentes, sem resposta pública das emissoras citadas até o momento.

Como você vê a relação entre cobertura jornalística, respeito à vítima e responsabilidade online? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre ética na imprensa e proteção de familiares em situações tão delicadas.

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