‘ONU precisa de mais representatividade’, diz Lula

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Em Nova Delhi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o primeiro-ministro Narendra Modi para discutir a necessidade de ampliar a representatividade da ONU. Ambos defenderam a participação permanente de Brasil e Índia no Conselho de Segurança, pleito que persiste há mais de duas décadas.

Lula afirmou que a ONU precisa ter força para intervir nos conflitos atuais; sem atuação efetiva, o organismo perde legitimidade. “A ONU precisa ter força para interferir nos conflitos que existem pelo mundo hoje e, ela sendo inoperante, ela não vai resolver. Por isso, nós vamos continuar a luta para que a ONU seja mais representativa, com mais países do mundo inteiro, e mais Índia e Brasil no Conselho de Segurança como membro permanente”, disse o presidente.

Lula reforçou que ampliar as categorias de membros permanentes e não permanentes é condição essencial para conferir legitimidade e eficácia à governança global diante dos desafios, incluindo paz regional e desenvolvimento sustentável.

Na reunião também foram assinados memorandos de entendimento em pesquisa, saúde, empreendedorismo e minerais críticos. O acordo sobre minerais críticos e terras raras foi destacado como um passo importante para construir cadeias de suprimentos mais resilientes, fortalecendo a cooperação entre os dois países.

Na área de saúde, os memorandos tratam de pesquisa e produção local de insumos estratégicos como vacina para tuberculose e medicamentos oncológicos imunossupressores, além de cooperação para hospitais inteligentes.

Os acordos também reforçam as trocas comerciais, que já superaram US$ 15 bilhões em 2025. Modi mostrou otimismo ao dizer que o objetivo de chegar a US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos pode ser superado. Lula acrescentou que, se a delegação empresarial brasileira presente na missão tiver impacto, o objetivo de US$ 30 bilhões no intercâmbio até 2030 poderá ser alcançado, sinalizando confiança mútua na relação bilateral.

A parceria já fez do Brasil o maior parceiro comercial da Índia na América Latina, com a agenda conjunta incluindo tecnologia, energia renovável e minerais críticos para ampliar a cooperação até 2030.

E você, o que pensa sobre ampliar a participação do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e fortalecer a parceria com a Índia? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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