Justiça de SP condena Orochinho a indenizar mães de bebê por ridicularizar aparência em vídeo
A Justiça de São Paulo condenou o youtuber Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, a pagar indenização a duas vítimas após ridicularizar a aparência de uma bebê recém-nascida em um vídeo publicado no YouTube em 2023. A decisão, proferida em junho de 2025, determina valores que chegam a mais de R$ 80 mil no total, com cada vítima recebendo, originalmente, R$ 35 mil que foram corrigidos para acima de R$ 40 mil, além da remoção do vídeo da plataforma.
Em uma segunda ação em tramitação, o tribunal também autorizou que Orochinho repare financeiramente a família pelos ganhos obtidos com a monetização do vídeo. A advogada Tanila Savoy, que representa a mãe e a filha, afirma que a decisão é um marco na proteção de mulheres e meninas vítimas de violência digital nas redes sociais.
Segundo a defesa, Orochinho não teve a intenção de ofender, alegando que a postura adotada foi uma análise crítica aos comentários de terceiros sobre a aparência da criança. A defesa também contestou a decisão com base na suposta falha na intimação do réu, apresentada à Justiça por meio de recurso.



A decisão também traz o retrato de um marco em casos de violência digital, destacando que ataques contra mulheres e meninas não devem ser tolerados apenas como “conteúdo” ou “humor” nas redes. A advogada Tanila Savoy reforça que essas situações vão além de uma reação individual e que a Justiça precisa proteger quem é alvo de ofensa e de desrespeito on-line.
Os advogados de Orochinho argumentaram que o youtuber não promovia ofensa, mas sim fazia uma crítica aos comentários sobre a aparência da criança. A defesa recorre para contestar a decisão, citando ainda uma suposta falha na intimação do réu, embora o mérito do caso tenha sido mantido pela Justiça em primeira instância.
Mais detalhes sobre o desfecho, as alegações das partes e o contexto da chamada “violência digital” ajudam a entender as consequências legais de conteúdos que atingem vítimas inocentes. Este caso, que envolve uma figura de grande visibilidade online, deve servir de referência para futuras disputas relacionadas à honra, imagem e monetização de conteúdos na internet.
Você concorda com a decisão da Justiça? Acredita que vídeos que zombam de bebês e de famílias devem ter consequências legais severas ou que a crítica pública já seria suficiente? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre responsabilidade digital.

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