Paquistão declara ‘guerra aberta’ e bombardeia o Afeganistão

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O Paquistão declarou “guerra aberta” a várias cidades do Afeganistão nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, após dias de confrontos. Cabul foi alvo de bombardeios, e o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, afirmou: “Nossa paciência chegou ao limite. A partir de agora, é uma guerra aberta entre nós e vocês”, em mensagem publicada na rede social X.

Explosões foram ouvidas e caças sobrevoaram Kabul e Kandahar, em meio a uma escalada que agrava a relação entre Islamabad e Cabul. Em pleno Ramadã, as ruas de Cabul estavam tranquilas pela manhã, sem grande presença de forças. O Paquistão acusa o governo talibã de abrigar militantes que atacam seu território, alegação negada pelas autoridades afegãs.

Perto da passagem de fronteira de Torkham, disparos de artilharia foram observados a partir das 9h30 (2h de Brasília). Os combates atingiram o campo Omari, usado para repatriados afegãos, onde relatos descrevem pânico entre famílias; testemunhos mencionam ferimentos de crianças, mulheres e idosos, com alguns casos de desaparecimento.

Na noite de quinta-feira, Cabul afirmou ter lançado uma ofensiva fronteiriça em retaliação aos bombardeios paquistaneses. O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, descreveu as ações de sexta-feira como a resposta adequada. O governo afegão confirmou ataques aéreos; Zabihullah Mujahid afirmou que dezenas de soldados paquistaneses teriam morrido, vários feridos e alguns capturados, além de mais de 15 postos avançados paquistaneses que teriam caído. Do lado de Islamabad, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif negou as afirmações, dizendo que nenhum posto foi tomado ou danificado, e que o Paquistão infligiu grandes perdas aos afegãos. A escalada sucede a bombardeios paquistaneses em Nangarhar e Paktia, após recentes ataques no Paquistão. A fronteira permanece amplamente fechada desde outubro, com mais de 70 mortos nos dois lados.

Desde então, várias tentativas de cessar-fogo, mediadas pelo Catar e pela Turquia, foram organizadas, mas não resultaram em um acordo duradouro. O EI Khorasan, braço do Estado Islâmico, opera em ambos os países. O Taliban mantém uma leitura rígida da lei islâmica, o que restringe educação e mercado de trabalho para mulheres.

Autoridades do Irã e da China mostraram-se dispostas a mediar a crise. O Irã, que comparte fronteiras com Afeganistão e Paquistão, pediu moderação e afirmou buscar facilitar o diálogo para um cessar-fogo rápido. A China também apela pela contenção para evitar novo derramamento de sangue. A tensão entre Paquistão e Afeganistão segue alta, com a fronteira aberta apenas para repatriações e risco de escalada regional.

O desenrolar da situação permanece incerto, com consequências humanitárias cada vez mais preocupantes para civis na região. E você, o que acha dessa escalada entre Paquistão e Afeganistão? Deixe sua opinião nos comentários.

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