EUA anunciam novas sanções contra o Irã após fim de reunião sem acordo

Escrito por: Diógenes Cunha

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Em 6 de fevereiro de 2026, o Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações indiretas em Omã, com Washington não descartando uma ação militar em resposta à repressão mortal de protestos no Irã. O movimento ocorreu logo após as partes encerrarem um dia de contatos diplomáticos em território omanense.

Poucos minutos após o fim das conversas, os EUA anunciaram novas sanções para restringir as exportações de petróleo iraniano, incluindo a imposição de sanções a 14 navios, como parte de uma estratégia de pressão contínua.

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, o presidente Donald Trump está “comprometido em reduzir as exportações ilícitas de petróleo e produtos petroquímicos do regime iraniano” dentro da campanha de pressão máxima do governo.

As negociações em Mascate representaram o primeiro encontro entre as partes desde que os EUA, em aliança com Israel, atuaram contra o Irã em junho de 2025, com ataques a instalações nucleares iranianas no que se seguiu.

Nas semanas anteriores, Trump havia ameaçado uma nova ação militar e deslocado um porta-aviões para o Oriente Médio, sinalizando que Washington mantém a pressão sobre Teerã enquanto busca avançar em temas estratégicos.

Embora Washington deseje tratar do programa de mísseis balísticos do Irã e do seu apoio a grupos na região, Teerã afirma que as negociações devem se limitar ao programa nuclear, mantendo firme a posição de não discutir outros assuntos.

Após a reunião, o chanceler iraniano Araghchi disse que as conversas “se concentram exclusivamente no tema nuclear” e que Teerã não tratará de questões adicionais com os norte-americanos, na expectativa de continuidade do diálogo.

Para Teerã, é essencial que Washington se abstenha de ameaças e pressões para que as discussões possam seguir adiante, segundo as declarações oficiais difundidas pela agência IRNA.

E você, o que pensa sobre o uso de sanções combinadas com negociações indiretas para abordar o programa nuclear iraniano? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como enxerga o equilíbrio entre pressão e diálogo nessa situação.

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