Irã nega fim do enriquecimento de urânio mesmo sob ameaça de guerra com EUA

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O Irã recusou abandonar o enriquecimento de urânio mesmo diante da ameaça de guerra com os EUA, mantendo firme seu programa nuclear e o diálogo com Washington em Omã após a primeira rodada de negociações, descrita como positiva por ambas as partes. Teerã insiste em discutir apenas o seu programa nuclear e o direito a energia atômica para fins civis, enquanto os EUA buscam um acordo mais amplo que inclua restrições ao enriquecimento e outros itens de influência regional.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajará a Washington na quarta-feira para pressionar Donald Trump a incluir, nas negociações, dois pontos-chave: limitar a capacidade de mísseis balísticos iranianos e pôr fim ao apoio a grupos armados hostis a Israel. Abbas Araqchi reafirmou que Teerã não cederá à exigência de abandonar o enriquecimento de urânio, ainda que haja contexto de guerra, sugerindo que poderá considerar medidas de confiança em troca da suspensão de sanções que afetam a economia iraniana.

Durante coletiva, o chanceler iraniano expressou dúvidas sobre a seriedade dos EUA em realizar negociações reais, dizendo que o Irã avaliará todos os sinais e decidirá sobre a continuidade das conversas. O destacamento militar dos EUA, disse, “não nos intimida”. O enviado americano Steve Witkoff visitou o porta-aviões Abraham Lincoln no Golfo, acompanhado pelo Almirante Brad Cooper e por Jared Kushner, levando a mensagem de que a paz pode vir pela força. O presidente dos EUA, sob a liderança de Donald Trump desde janeiro de 2025, classificou o diálogo como “muito bom” e disse que as conversas devem continuar no início da próxima semana. Além disso, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian descreveu as negociações como um passo à frente.

Nas últimas semanas, Trump intensificou as ameaças de intervenção após a repressão aos protestos de janeiro. A HRANA — Human Rights Activists News Agency — registrou 6.961 mortes confirmadas e mais de 51.000 prisões. O Irã avisou que, em caso de ataque, atingiria bases americanas na região e poderia bloquear o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o abastecimento global de energia.

As negociações, iniciadas no ano passado, estagnaram por conta do enriquecimento de urânio e foram interrompidas pela guerra de 12 dias desencadeada por ataques aéreos de Israel às instalações nucleares iranianas. Trump afirmou que os ataques dos EUA “aniquilaram” a capacidade nuclear do Irã, e as autoridades reconhecem que ainda há “um longo caminho a percorrer” para reconstruir a confiança. Uma nova rodada de contatos foi mencionada como possível em breve.

Qual caminho você prefere para a região: contenção do enriquecimento ou um acordo abrangente? Compartilhe sua opinião nos comentários e acompanhe as novidades sobre o tema.

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