PSD na Bahia: Otto Alencar evita comentar mudança de Coronel, mas diz que neutralidade na eleição seria “afundar o partido de uma vez”

Escrito por: Diógenes Cunha

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O senador Otto Alencar comentou, neste domingo, as mudanças na política interna do PSD da Bahia, em meio à oficialização da saída de Angelo Coronel. Em entrevista à Frequência News, ele afirmou que nunca “tomei iniciativa de tirar do partido ou defenestrar ele [Coronel]”, mantendo a linha de defesa da continuidade da sigla.

Alencar disse que só se pronunciará sobre a saída de Coronel quando o processo for concretizado. Ele informou, contudo, ter oferecido ao senador a possibilidade de uma candidatura avulsa, ainda que o PSD estivesse vinculado ao PT baiano na aliança em torno do governador Jerônimo.

A polêmica envolve uma suposta visita de Coronel a São Paulo para discutir uma mudança de posicionamento do PSD na Bahia com o presidente nacional Kassab. A ação, não confirmada, seria interpretada como uma tentativa de golpe para tomar o comando do partido no estado e romper a parceria entre PSD e PT.

Segundo Alencar, Coronel[] teria defendido uma neutralidade do PSD na Bahia, em que candidatos a senador, deputado federal e estadual disputariam sem coligação com Jerônimo ou com ACM Neto. “Isso seria praticamente tirar todos os candidatos a deputado federal e estadual”, disse o líder do PSD na Bahia. Ele alerta que tal mudança “seria afundar o partido de vez”.

Para o senador, a maioria dos filiados que disputam as eleições permanece na base de Jerônimo, e a decisão de manter o PSD na base petista foi coletiva. Alencar ressaltou que a grande maioria dos prefeitos ouvidos busca manter a aliança com o governador, citando que, entre 115 prefeitos, mais de 90% querem permanecer com Jerônimo. Ele afirmou que não pode decidir o destino de tantos candidatos por uma suposta neutralidade.

O anúncio da saída de Coronel ocorreu neste sábado (31), mantendo a dúvida sobre o futuro do parlamentar e possível ingresso em outra legenda. Na mesma data, lideranças baianas ligadas ao PSD, como Ivana Bastos, classificaram a liderança de Alencar como “incontestável”.

Em resumo, o PSD na Bahia segue fiel à base de Jerônimo, enquanto Coronel trabalha novas possibilidades fora do partido. A condução da sigla, segundo a leitura de Alencar, deve refletir amplamente a posição da maioria dos filiados e aliados.

Convido você a compartilhar sua opinião nos comentários, dizendo como você enxerga a continuidade da aliança entre o PSD e Jerônimo, ou as possíveis mudanças que a saída de Coronel pode provocar no cenário político da Bahia.

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