SEO meta description: Prisões na 3ª fase da Operação Compliance Zero revelam esquema bilionário envolvendo o Banco Master, com Vorcaro, Zettel e outros investigados; PF cumpre mandados, bloqueia ativos e aponta riscos ao mercado financeiro.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel, foram presos na manhã desta quarta-feira, na terceira fase da Operação Compliance Zero. Eles chegaram ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, para cumprir prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal e mantida na audiência de custódia pela Justiça Federal.
Os mandados foram solicitados pela Polícia Federal e autorizados pelo ministro André Mendonça, atual relator do caso, após investigações apontarem proximidade de Dias Toffoli com os acusados. A PF informou que pretende transferir os detidos para o sistema penitenciário, conforme o pedido, já que não há estrutura para mantê-los na Superintendência da PF.
Ainda não foram divulgados os destinos das penitenciárias. A investigação apura irregularidades na gestão do Banco Master, num esquema que envolvia a emissão e venda de títulos de crédito sem lastro, conhecidos como ativos podres, usados para inflar o patrimônio da instituição e ocultar fragilidades financeiras. A prática elevou o risco sistêmico e contribuiu para o colapso do banco.
No total, quatro alvos de prisão foram identificados pela PF nesta fase. Além de Vorcaro e Zettel, aparecem:
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, descrito como responsável por coordenar as atividades do grupo.
- Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, apontado como integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento.
A PF ainda cumpre 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais, e a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens e ativos ligados aos investigados, além do afastamento de pessoas de funções consideradas estratégicas para o funcionamento do suposto esquema.
Segundo a PF, parte do impacto estaria sendo absorvida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar depósitos e aplicações de clientes do sistema financeiro. A apuração aponta que Vorcaro, em mensagens com os demais suspeitos, chegou a fazer ameaças a adversários, incluindo planos de um assalto forjado para atingir um jornalista.
Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, ligado à suposta fraude envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB, banco estatal do Distrito Federal. Ele ficou 11 dias detido em São Paulo e foi solto mediante uso de tornozeleira eletrônica. A PF sustenta que, após a primeira prisão, ocultou R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas em uma conta em nome do pai, administrada pela gestora Reag, suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O Master e a Reag foram liquidados pelo Banco Central no fim de 202X.
Além dos pedidos de prisão, a PF aponta que o esquema contava com o envolvimento de servidores públicos de alto escalão, cooptados para influenciar a opinião pública e favorecer a organização criminosa. O caso segue em andamento e novas informações devem surgir conforme as investigações avançam.
A investigação destaca que o objetivo era manter a operação de fraude com apoio de contatos e estruturas paralelas, o que reforça a necessidade de atuação firme das autoridades para evitar danos ao sistema financeiro. Participe nos comentários com suas perguntas ou opiniões sobre esse desdobramento e o impacto para o mercado.

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