Toffoli e Gilmar vão julgar prisão de Daniel Vorcaro. Entenda

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A decisão do ministro André Mendonça de mandar prender Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será submetida ao plenário da Segunda Turma do STF. O referendo deverá ocorrer com os votos do ex-relator do Caso Master, ministro Dias Toffoli, e do presidente do colegiado, ministro Gilmar Mendes.

Composição da Segunda Turma

  • Ministro Gilmar Mendes – presidente
  • Ministro Dias Toffoli
  • Ministro Luiz Fux
  • Ministro Nunes Marques
  • Ministro André Mendonça

A prisão de Vorcaro ocorreu na quarta-feira (4/3), na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação investiga possível prática de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, cometidos por uma organização criminosa.

Foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, para interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

Os alvos incluem dois servidores do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana. Ambos já estavam afastados das funções pelo presidente da instituição. As investigações contam com o apoio do BC.

Vorcaro é alvo da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

A detenção ocorreu na residência de Vorcaro, em São Paulo, mediante mandado de prisão preventiva. Ele foi conduzido à Superintendência da PF na capital paulista.

Não é a primeira vez que Vorcaro é recolhido pela PF. Ele já havia sido preso na noite de 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar para o exterior. Foi solto 10 dias depois, mediante use de tornozeleira eletrônica.

A defesa de Vorcaro informou ao Metrópoles que não se manifestará no momento.

Esta é uma atualização sobre o andamento da investigação e o papel do sistema judiciário, com a PF ampliando ações para interromper operações suspeitas e salvaguardar ativos. A leitura demonstra o impacto de decisões de cortes superiores e da atuação de órgãos de fiscalização na esfera financeira.

Gostou desta cobertura? Compartilhe nos comentários suas opiniões sobre a atuação da PF, o papel do STF e as consequências para o mercado financeiro quando empresas são alvo de investigações desse porte.

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