A República Islâmica anunciou o lançamento de mísseis contra os quartéis-generais dos grupos curdos contrários à revolução no Curdistão iraquiano, região autônoma que abriga tropas americanas. A ofensiva foi divulgada pela agência Irna, enquanto novas explosões abalaram Teerã, ampliando o temor de uma escalada no Oriente Médio.
Com o choque em curso, Estados Unidos e Israel deram início a uma ofensiva em larga escala contra o Irã, acusado de buscar armas nucleares. O Irã respondeu com ataques de drones e mísseis a Israel e a alvos dos EUA e de seus aliados no Golfo. Nesse cenário, a FMI alertou para o risco à economia global; a Coreia do Sul anunciou um fundo milionário de estabilização, e a China pediu que refinarias principais suspendam exportações de diesel e gasolina, citando possíveis escassezes.
No terreno político-militar, o presidente Donald Trump manteve conversas com lideranças curdas em uma base em Washington, no norte do Iraque. O Senado rejeitou uma resolução que pretendia limitar seus poderes na condução da guerra. Em um episódio sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico, aumentando o clima de violência na região.
A escalada também atingiu o Líbano: Israel realizou ataques aéreos e avançou em diversas localidades fronteiriças do sul, enquanto uma coluna de fumaça subiu sobre Beirute, reduto do Hezbollah. O Estreito de Ormuz foi fortemente marcado pela tensão, afetando Dubai e Riade, com impactos no tráfego marítimo, nas exportações e em refinarias. A Guarda Revolucionária afirmou ter controle total da passagem, que opera aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural mundial. Também houve relatos de ataques a um petroleiro no Kuwait, conforme a UKTMO.
No balanço interno, Teerã vive uma Open-day de tensão: ruas desertas, patrulhas policiais e o adiamento do funeral de Estado do aiatolá Khamenei. Enquanto o conflito se amplia, o cenário econômico global permanece sob pressão, com cortes de fornecimentos e interrupções no comércio. Diante desse quadro, a comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos e os próximos passos de potências envolvidas no conflito. Como você enxerga esse momento e seus impactos na cidade em que você vive? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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