Quem são os alvos de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP

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Operação Bazaar: MP de São Paulo, PF e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram uma ação para desmantelar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro considerado instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil paulista. Entre os alvos estão um delegado, um escrivão, quatro investigadores, além de três advogados, dois doleiros e empresários.

A Justiça autorizou 11 mandados de prisão preventiva, 25 de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados, além de seis medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados foram cumpridos inclusive em delegacias especializadas, como o Deic (Departamento de Investigações Criminais) e o DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), na capital.

Entre os alvos de prisão ligados à Polícia Civil de São Paulo estão o delegado João Eduardo da Silva, hoje no 35º Distrito Policial do Jabaquara; os investigadores Roldinei Eduardo dos Reis Baptista, da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção do DPPC; Rogério Cichev Teixeira, lotado no Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte; e o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz, também do 35º DP.

Doleiros também aparecem entre os alvos: Leonardo Meirelles e Meire Poza, ambos ligados à Lava Jato no passado. Há ainda pedidos de prisão para Cléber Azevedo dos Santos, Robson Martins de Souza, Antônio Carlos Ubaldo Júnior e Paulo Rogério Dias, além do advogado Marlon Antonio Fontana.

Até o momento, seis pessoas foram presas, entre elas três policiais civis e a doleira Meire.

Pelo menos três carros de luxo das marcas Jaguar, Porsche e BMW estão entre os bens apreendidos na operação Bazaar, conforme apresentado pela autoridade. (veja abaixo)

O juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, autorizou as medidas cautelares. A decisão exige que os investigados se apresentem a cada dois meses, impondo ainda recolhimento noturno, entre 20h e 6h, e a obrigação de não se ausentar do município sem autorização prévia. Eles também não podem acessar delegacias, salvo se estiverem na condição de investigados ou testemunhas, e não podem frequentar a sede das empresas ligadas à investigação. Policiais civis alvo da operação podem ter suspensa a função pública.

Com o andamento do caso, a apuração busca esclarecer a extensão do suposto esquema de corrupção e da lavagem de dinheiro, com novas prisões e medidas cabíveis sendo avaliadas à medida que as investigações avançam.

O leitor pode acompanhar os desdobramentos desta investigação e deixar sua opinião sobre como ações como Bazaar impactam a confiança na polícia e no combate à corrupção.

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