Altas no petróleo podem ter efeito imediato sobre o abastecimento global, após Donald Trump declarar que vai manter o conflito até a rendição total do Irã. A promessa elevou temores de interrupções no Oriente Médio, impulsionando os preços do petróleo.
Às 14h00 GMT, o Brent subiu 5,33% para US$ 89,96 por barril, tendo atingido US$ 90,25, o maior nível desde abril de 2024. O West Texas Intermediate (WTI) avançou 8,09%, para US$ 87,56 por barril, refletindo a percepção de risco no fornecimento regional.
No terreno, novos ataques atingiram o Irã e o Líbano neste sexta-feira, marcando o sétimo dia de confrontos no Oriente Médio. Israel afirmou que pretende intensificar a ofensiva, enquanto Teerã disse ter atingido alvos em Tel Aviv, ampliando a escalada entre as partes.
No Líbano, Israel lançou ataques aéreos contra diversas cidades no sul, entre elas Srifa, Aita al-Shaab, Touline, Sawana e Majdal Selm. As Forças Armadas de Israel disseram ter concluído uma onda de bombardeios em Dahiya, área densamente povoada no sul de Beirute, alvo considerado reduto do Hezbollah, atingindo dez edifícios e centros de comando.
Outro ataque atingiu a cidade de Dours, no leste do Irã. A Guarda Revolucionária anunciou uma nova onda de lançamentos de mísseis contra Tel Aviv, segundo a agência estatal IRNA. O comunicado fala de um “ataque combinado de mísseis e drones” no coração da cidade, com explosões relatadas próximos a áreas comerciais. O Exército de Israel afirmou ter sistemas de defesa interceptando as ameaças.
O cenário geopolítico segue sendo acompanhado de perto pelos mercados, com o Brent mantendo sinais de volatilidade e o WTI respondendo a cada movimentação militar. A tensão cresce, e autoridades ressaltam a possibilidade de impactos adicionais sobre o abastecimento global de petróleo.
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