Pela segunda vez, moradores conseguiram adiar a derrubada do bosque entre as quadras 715 e 716 da Asa Norte, em Brasília (DF), nesta sexta-feira (6/3). A empresa paulista Fast Tenis comprou o lote para construir quadras de tênis, mas a região defende a manutenção do espaço verde.
A obra começou na quarta-feira (4/3). Moradores protestaram e impediram o corte na quinta-feira (5/3). O proprietário do terreno tentou retomar a poda nesta sexta, mas a mobilização permaneceu.
Diante do impasse, o 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM) e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) foram chamados. A prefeita local conseguiu pacificar a situação propondo um acordo: as árvores não serão cortadas, pelo menos até uma reunião com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), prevista para terça-feira (10/3).
“A gente quer que não mexa nas árvores até sabermos se está tudo dentro da legalidade. Se estiver dentro dos parâmetros legais, realmente a gente não pode fazer nada”
Segundo a prefeita, por um lado o bosque é uma área querida pela cidade, mas por outro trata-se de um terreno privado. “Vamos verificar a legalidade. O proprietário tem seus direitos, como a comunidade também tem direitos”, concluiu.
O professor Felipe Estre, morador da quadra, reforçou que o lote é destinado para a construção de creche. “Vão ter holofotes de 8 metros voltados para o prédio. Vai causar impacto e incômodo para a vizinhança”, afirmou.
Para Estre, a poda só poderia ser feita após a aprovação da obra. “A gente não quer que cortem essas árvores e depois a obra não seja aprovada e a gente perca nosso bosque, por causa de nada”, disse.
Dentro da Lei
O empresário Eduardo Viana de Sousa Lacerda, representante da LM Reformas e Construções e da Fast Tenis, disse que todos os procedimentos feitos no lote até o momento estão documentados e dentro da lei. “A gente não está mexendo com obra nenhuma. A gente está fazendo a limpeza de um terreno privado”, afirmou. Segundo ele, a empresa está disposta a replantar três vezes mais para cada árvore retirada.
Após a reunião com o Ibram, o empresário também planeja fechar o lote com tapumes.
O caso mostra o conflito entre preservação ambiental e direitos de uso privado da terra na Asa Norte. E você, o que pensa sobre a defesa do bosque contra projetos de construção? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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