Desigualdade de gênero persiste no mercado de trabalho da Bahia, mesmo com maior escolaridade entre as mulheres. O estudo, produzido pela SEI com base na PNAD Contínua do IBGE, usa dados do 4º trimestre de 2025 para discutir o cenário.
Entre 12,1 milhões de baianos em idade ativa, a participação feminina na força de trabalho é de 50%, versus 69,2% dos homens, revelando um abismo de quase 20 pontos percentuais. Embora mulheres ocupem cargos com maior qualificação formal, o desemprego feminino atinge 10,8%, quase o dobro do masculino (5,8%).
Além disso, 253 mil mulheres desistiram de buscar emprego por não acreditarem em novas oportunidades, indicando que a exclusão ocorre antes mesmo de a contratação.
No ganho médio real em 2025, homens recebem R$ 2.440,63, enquanto as mulheres recebem cerca de R$ 2.033,96 (83,3% do rendimento masculino). Ao recorte racial, mulheres negras têm rendimento médio de R$ 1.845,57, e mulheres brancas, R$ 2.823,66.
A participação de mulheres no trabalho doméstico é expressiva: 381 mil, com 86,1% sem carteira assinada. Mesmo ocupando setores que demandam escolaridade formal, continuam concentradas em áreas de alta rotatividade e rendimentos baixos.
A SEI ressalta que reverter esse cenário depende de políticas públicas, como a ampliação de creches e incentivos à formalização, reconhecendo a igualdade de gênero como condição essencial para o desenvolvimento econômico da Bahia.
Em síntese, as desigualdades de gênero continuam marcando o mercado de trabalho na Bahia, exigindo ações públicas efetivas para ampliar oportunidades, rendimentos e inclusão das mulheres na força produtiva.
E você, o que acha desses dados? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como isso impacta a vida de mulheres na sua cidade.

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