INSS diz ter devolvido R$ 2,9 bilhões a vítimas de descontos ilegais

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INSS devolveu quase R$ 3 bilhões a beneficiários atingidos por descontos ilegais em seus auxílios, segundo relatório enviado à CPMI na sexta-feira, 6 de março. O documento aponta o ressarcimento total de R$ 2.952.811.911,62 e registra 6.362.238 contestações até a data de corte, demonstrando o volume de casos em análise desde o início das investigações.

O INSS ressaltou que os valores são provisórios e dinâmicos, sujeitos a atualização conforme novos dados sejam processados ou validados pelas áreas técnicas competentes. A autarquia informou ainda que o ressarcimento já contabiliza a recuperação de recursos aos beneficiários e que o processo continua com novas contestações em avaliação.

Operações de crédito

Desde o início da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, foram rescindidos os acordos de cooperação técnica para empréstimos consignados com 26 instituições financeiras, entre elas o Banco Safra e o Banco do Nordeste (BNB). Além disso, outras 11 instituições assinaram termos de compromisso para ajustar procedimentos, visando defender os interesses dos beneficiários e cumprir a legislação na contratação de crédito consignado.

Desde julho de 2025, a concessão de novos empréstimos consignados para beneficiários do INSS foi suspensa, com desbloqueio possível apenas pelo titular por meio de biometria. Também ficaram proibidas operações envolvendo titulares menores de idade ou solicitadas por procuradores.

Na prática, os registros indicam continuidade do monitoramento pela CPMI, com medidas para assegurar o ressarcimento aos prejudicados e ajustes contínuos nas políticas de crédito para evitar novas irregularidades. A divulgação dos dados reforça o compromisso do INSS com a transparência e a proteção dos benefícios previdenciários.

Como você vê essas medidas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre a proteção dos aposentados e pensionistas e o funcionamento dos créditos consignados.


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