A Polícia Federal apreendeu mais três celulares com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Os mandados foram cumpridos na última quarta-feira (4) e o material ficará sob custódia da PF para perícia, somando aos aparelhos já apreendidos desde a primeira prisão do banqueiro.
Esses celulares serão analisados junto aos demais dispositivos apreendidos, com o objetivo de esclarecer conteúdos relevantes para as investigações em curso. A defesa já informou que pretende acompanhar os procedimentos de perícia, que deverão ser realizados por assistente técnico escolhido pela defesa.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar viajar para Dubai. Ele afirmou tratar-se de negócios com investidores, mas a Polícia Federal apontou a tentativa de fuga para Malta, em uma operação de imediato cumprimento de uma ordem de prisão. Ele foi liberado 12 dias depois, com tornozeleira eletrônica.
A segunda prisão ocorreu após a PF identificar mensagens que indicavam que Vorcaro ordenou a invasão aos sistemas do Ministério Público Federal para obter cópia de documentos sigilosos, além de monitorar adversários e até planejar ações contra um jornalista, ampliando as suspeitas sobre o esquema investigado.
O banqueiro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da investigação. Após a prisão, ele foi levado à Superintendência da PF na capital. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo, e se entregou à PF na manhã daquela quarta-feira.
Nesta sexta-feira (6), Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, a pedido da PF ao ministro André Mendonça. A autoridade autorizou a decisão por questões de integridade física do investigado e pela percepção de uma articulação relevante de Vorcaro com atores do poder público e do setor privado, com potencial influência sobre as investigações.
As informações foram publicadas inicialmente pelo G1 e posteriormente confirmadas pelo Estadão, fortalecendo o retrato de uma operação que visa esclarecer supostos abusos cometidos pelo empresário.
O caso continua rendendo desdobramentos, com a defesa cobrando transparência na perícia dos aparelhos e o andamento de diligências que podem ampliar ou revisitar dados de investigações já em curso. A cobertura atualizada reforça a complexidade do esquema investigado e as estratégias usadas para a apuração.
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