Gisele Alves Santana, 32, policial militar, foi encontrada morta em 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, o tenente?coronel Geraldo Leite. O caso tramita no 8º Distrito Policial, e a exumação do corpo ocorreu na última sexta-feira (6).
Segundo o advogado da família, José Miguel da Silva Junior, a exumação mostrou marcas no pescoço associadas a uma possível agressão, interpretadas como equimose de dedos. Ele afirma que esses elementos, se confirmados, sustentam a hipótese de feminicídio, embora ainda não constem nos autos oficiais.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento, onde o marido estava presente e teria apresentado o caso como suicídio. Uma vizinha afirmou ter ouvido o disparo às 7h28, enquanto o marido acionou o Copom apenas às 7h57, o que alimenta dúvidas sobre o relato inicial.
O advogado também aponta que Geraldo Leite tomou banho após o ocorrido, e que há depoimentos de socorristas que teriam considerado estranho o cenário de suicídio. Além disso, foram fotografadas imagens da vítima com a arma na mão, o que, na visão dele, é incomum em casos de suicídio. Ele mencionou ainda que três mulheres policiais teriam ido ao apartamento para uma limpeza horas após o fato, depoimentos já prestados.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as investigações seguem pelo 8º DP e aguardam laudos de reconstituição e exumação, mantendo o sigilo judicial. A defesa afirma que os detalhes devem ser preservados até a conclusão das apurações.
Com informações da Agência Brasil, o caso permanece em aberto e em avaliação pela comunidade, que acompanha os desdobramentos. Como você interpreta os novos elementos apresentados? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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