Irã ameaça bloquear exportações de petróleo do Golfo em meio à guerra

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Meta descrição: Tensões no Golfo aumentam conforme o Irã ameaça bloquear exportações de petróleo enquanto prosseguem ataques contra EUA e Israel. O cenário internacional impacta preços do petróleo, mercados e a região, com desdobramentos na frente diplomática e militar.

O Irã prometeu nesta terça-feira (10) atuar pelo tempo que for necessário para combater os Estados Unidos e Israel, inclusive com ataques contínuos a partir de mísseis. O chanceler Abbas Araghchi reiterou que nenhum litro de petróleo do Golfo será exportado enquanto a guerra persistir, em uma declaração que sinaliza reforço da pressão regional e energética. A fala ocorreu ao canal PBS News, em meio a uma escalada que já envolve a Guarda Revolucionária.

Em meio à volatilidade de preços e ao possível bloqueio do Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% do petróleo e do gás natural líquidos consumidos mundialmente, o Irã intensificou a pressão. Segundo o exército ideológico do país, as Forças Armadas não permitirão a exportação de petróleo da região para a parte hostil sem aviso, elevando o tom de condenação às ações de Washington e de seus aliados.

As declarações de Araghchi chegam em meio a declarações de Donald Trump, que disse que a situação “terminará em breve”. Enquanto isso, o presidente americano indicou a suspensão de sanções relacionadas ao petróleo para alguns países, após conversar com seu homólogo russo. A complexidade do embate envolve também Israel, que, segundo o premiê Benjamin Netanyahu, aponta que a ofensiva ainda não terminou e que a atuação está “quebrando os ossos” do regime iraniano.

Na prática, o conflito provocou impactos imediatos: a cotação do petróleo oscilou entre 86 e 90 dólares o barril, com quedas nas bolsas globais na abertura da Europa e alta em contratos de gás. O Esquadrão de Bombardeio dos EUA afirmou ter atingido mais de 5.000 alvos em 10 dias, incluindo mais de 50 navios iranianos, elevando preocupações sobre a continuidade das ações militares na região.

No terreno, ataques aéreos e de mísseis atingiram áreas no Golfo, com relatos de civis feridos e desmobilização de parte da infraestrutura energética de países vizinhos. Os bombardeios também atingiram o Líbano, onde Israel tem intensificado operações desde a escalada regional iniciada pelo envolvimento do Hezbollah. O saldo oficial de mortos e deslocados varia conforme as fontes, com autoridades libanesas relatando centenas de vítimas e mais de meio milhão de deslocados, números que a AFP não pode verificar de forma independente.

Diante do panorama, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita relataram ataques com drones e mísseis, com danos a alvos estratégicos e derrubando parte das tentativas de infiltração. Já Dubai, lar de uma comunidade iraniana significativa, também é impactada pelas consequências do conflito, que se estendem para a segurança, economia e vida cotidiana da região.

Na frente diplomática, os EUA sinalizam o objetivo de destruição das capacidades balísticas do Irã, enquanto Teerã nega planos de desenvolver armas atômicas e mantém firme a defesa de suas ações. Enquanto isso, o presidente libanês Joseph Aoun pediu negociações diretas com Israel para encerrar o conflito, em meio a uma crise que continua sem precedentes na região.

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