Dados da Gallup de 2025 sugerem que a parcela de americanos sem religião chegou a um recorde, atingindo 24% da população adulta. Em entrevistas com mais de 13.000 adultos nas pesquisas mensais da instituição, menos de metade afirma que a religião é muito importante em suas vidas.
Além disso, cerca de 28% dizem que a religião não é muito importante, mantendo-se estável desde 2022. A tendência de queda na centralidade da fé acompanha um recuo mais amplo desde as décadas de 1950 e 1960, quando 70% a 75% consideravam a religião muito importante, até chegar a 58% em 2012.
“A relação dos americanos com a religião continua a evoluir, marcada por um número menor de adultos que descrevem a religião como central em suas vidas, um aumento na falta de filiação religiosa e níveis persistentemente baixos de frequência a cultos religiosos”, afirmou Megan Brenan, editora sênior da Gallup.
A pesquisa aponta que, apesar da queda, 47% dos adultos consideram a religião como muito importante, enquanto 25% dizem que é bastante importante. A presença da fé é mais marcada em alguns grupos: Mórmons, Republicanos, Protestantes ou não denominacionais, adultos negros, adultos com 65 anos ou mais e moradores do Sul continuam acima de 50% no peso da religiosidade. Ainda assim, a maioria entre baixa renda, mulheres e pessoas entre 50 e 64 anos também relatam que a religião é muito importante.
Estudos citados pela obra Libertando-se da Gaiola de Ferro, publicada na Socius, sugerem que mais americanos estão deixando a religião organizada em busca de fé personalizada com sincretismo — uma fusão de várias tradições. Os pesquisadores destacam como os jovens respondem à burocratização, desenvolvendo novas formas de expressão religiosa fora das instituições formais.
Em síntese, a trajetória de longo prazo aponta para um declínio da centralidade da religião na vida dos americanos, impulsionado pela mudança geracional. A pesquisa indica que a juventude tende a se identificar menos com rótulos religiosos tradicionais, remodelando o cenário religioso do país.
E você, como percebe a relação entre fé e vida cotidiana hoje? Compartilhe sua leitura sobre esses números, comente abaixo e participe da conversa sobre o papel da religião na sociedade atual.

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