Busca contra jornalista: STF diz que Dino foi monitorado ilegalmente

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STF se manifesta sobre operação da PF no Maranhão contra jornalista Luís Pablo

Em nota divulgada nesta quinta-feira (12/3), o Supremo Tribunal Federal (STF) informou as circunstâncias que levaram à operação da Polícia Federal (PF) na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no Maranhão. A Corte afirma que houve monitoramento ilegal do ministro Flávio Dino em 2025, com deslocamentos em São Luís (MA) supostamente acompanhados e divulgados publicamente.

A ação policial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, com base em informações publicadas pelo blogueiro no Blog do Luís Pablo sobre suposto uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares de Dino.

Segundo a nota do STF, houve a publicação de placas de veículos, quantidade de agentes e nomes de seguranças, entre outros detalhes. Esse material foi encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, o que levou à instauração do procedimento investigativo cabível para apurar os monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro.

O STF esclarece que o tema não guarda relação com crime contra a honra, liberdade de expressão nem com o inquérito das fake news.

Regras de uso de veículos

As regras para veículos de segurança institucional de ministros, conforme o STF, seguem normas previstas na legislação brasileira. Entre elas estão a Lei nº 12.694/2012, a Resolução nº 721 do STF e a Resolução nº 435 do CNJ, que tratam da cooperação entre órgãos de segurança do Judiciário.

A nota do STF afirma que essas regras permitem o uso de veículos e de procedimentos especiais de proteção para autoridades que atuam em situações sensíveis ou de risco.

Galeria de imagens


Blogueiro alvo de Moraes é acusado de perseguição por Flávio Dino


O ministro Flávio Dino


Blogueiro Luís Pablo foi preso em 2017 por suspeita de extorsão

Repercussão

A repercussão ganhou força após a operação da PF contra o jornalista, alimentando o debate sobre liberdade de imprensa nas redes sociais. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABER), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais divulgaram uma nota conjunta classificando como preocupante a decisão de Moraes de autorizar a diligência de busca e apreensão na residência de Luís Pablo.

Durante a ação, policiais apreenderam telefones celulares e um computador, que serão submetidos a perícia. Entidades representativas defenderam a proteção da atividade jornalística, ressaltando o sigilo da fonte como garantia constitucional. Qualquer medida que viole essa proteção deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo, segundo as associações.

A assessoria de Flávio Dino negou que o caso tenha relação com crimes contra a honra, liberdade de expressão ou com o inquérito das fake news. Segundo o gabinete, a investigação visa esclarecer a divulgação de dados que poderiam comprometer a proteção da autoridade e de sua equipe de segurança.

Observação: as regras de uso de veículos e a atuação das autoridades seguem diretrizes específicas para situações de risco, deixando claro que a segurança institucional envolve procedimentos normatizados e devidamente acompanhados por órgãos competentes.

Esta notícia traz à tona o equilíbrio entre a segurança pública, a atuação da imprensa e a proteção de dados sensíveis. O debate permanece aberto sobre como autoridades, veículos oficiais e imprensa devem lidar com essas questões em ambientes digitais cada vez mais disputados.

Queremos saber sua opinião sobre o tema. Você acredita que há excesso ou necessidade na atuação de autoridades quando o tema envolve veículos oficiais, proteção de autoridades e imprensa? Deixe seu comentário abaixo para iniciarmos a conversa.

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