Ex-diretora do presídio de Eunápolis acusada de facilitar fuga de 16 detentos é solta pela Justiça

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A Justiça baiana concedeu liberdade provisória a Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, que vinha respondendo a acusações de ter facilitado a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024. A decisão permite que a investigada responda ao processo em liberdade, enquanto o caso continua tramitando no Judiciário. Joneuma, policial penal desde 2016, ficou conhecida por ser a primeira mulher a liderar um presídio masculino na Bahia.

O desdobramento está ligado a uma série de irregularidades atribuídas à gestão da unidade prisional, incluindo falhas de segurança sob a responsabilidade da então diretora. Entre os libertados na operação, está Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá, identificado como líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). O conjunto de acusações envolve possível facilitação de delitos e problemas na administração do penal, que estão sendo apurados pela Justiça em meio a uma investigação em curso.

Joneuma Neres esteve presa desde janeiro de 2025 e, após uma transferência para Itabuna em junho do mesmo ano, a unidade passou a ser vista como referência na ressocialização, segundo relatos locais. Ela, que está grávida, aguarda julgamento sob acusações de cooperação com organização criminosa e violação de dever funcional. A decisão atual não encerra o processo; apenas permite que a investigada responda às acusações fora da prisão, mantendo o sigilo sobre os fundamentos detalhados da decisão.

Paralelamente ao processo criminal, a ex-diretora solicitou à Justiça a realização de um teste de DNA, alegando que o filho que espera poderia ser do ex-deputado federal Uldurico Júnior, que a indicou para o cargo em 2024. Uldurico Júnior negou a paternidade, mas comentou publicamente o caso. O processo corre em segredo de Justiça, o que restringe a divulgação de novas informações oficiais até que haja decisões conclusivas.

O caso avança com novas etapas previstas para os próximos meses, incluindo possivelmente audiências e a análise de provas. As autoridades locais e o Judiciário acompanham cada etapa com atenção para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas às acusações de irregularidades na gestão do presídio e às implicações de uma possível cooperação com organizações criminosas. A história, que envolve a atuação de uma mulher que abriu caminho em um cargo inédito para ela na Bahia, também levanta perguntas sobre as dinâmicas de governança prisional na região.

Em meio aos desdobramentos, a cidade de Eunápolis e a região de Itabuna passam a observar com cautela as informações que surgem nos próximos meses. O caso, que mistura questões de segurança, política local e questões familiares, permanece ativo e sujeito a novas revelações conforme novas etapas processuais forem realizadas. Os próximos passos dependerão das decisões do Judiciário e das provas apresentadas pelas defesas e pela acusação.

Para você que acompanha a pauta, a situação reacende o debate sobre a gestão de presídios e o papel de autoridades femininas em ambientes tradicionalmente dominados por homens. Queremos saber sua opinião: você acredita que a liberdade provisória altera o curso do processo ou que medidas adicionais são necessárias para assegurar a transparência e a responsabilização? Deixe seu comentário abaixo com suas considerações sobre o caso de Joneuma Neres e os desdobramentos na Bahia.

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