O senador Jaques Wagner (PT) reagiu nesta quinta-feira (19) à sinalização do prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD), de deixar claro um distanciamento na discussão sobre o apoio ao Senado em 2026. Em entrevista ao programa da Band, Wagner afirmou que pretende manter a coesão do bloco governista na Bahia, mesmo diante de divergências dentro da base. A declaração reforça que, mesmo com ruídos locais, o alinhamento entre PT, PSD e aliados continua sendo tema central para a configuração das chapas na região.
A reação de Wagner ocorre após Ribeiro ter colocado em dúvida a segunda vaga de sua chapa para o Senado, sinalizando que, embora haja compromisso com Rui Costa (PT), o desfecho ainda depende de definições. Em relação ao fato de haver emendas do senador Angelo Coronel (PSD) destinados ao município, Ribeiro afirmou que tal situação pode influenciar sua decisão final. A discussão evidencia a malha de interesses que envolve a região, com componentes que vão além de fidelidades partidárias e passam por recursos para a cidade.
Wagner contextualizou o embate político desde a eleição municipal de 2024, sugerindo que há descontentamentos antigos entre ele e Ribeiro. “Olha, sinceramente, eu entendo a postura do prefeito, ele teve uma relação mais próxima com Rui. Na última eleição de prefeitura, eu entendi que era o direito de quem estava sentado ir para a reeleição e de uma certa forma se estabeleceu talvez ali um mal-estar entre eu e Eures.” A fala recorta a relação entre lideranças locais e o foco nas alianças que moldaram a composição de 2024, abrindo espaço para novas negociações em 2026.
Apesar do impasse, Wagner mostrou >otimista quanto à manutenção da unidade do grupo governista. “Se está em aberto, eu vou disputar o voto dele, eu acho que Otto [Alencar] vai disputar o voto dele e o grupo como um todo vai disputar o voto dele.” A avaliação ressalta que a coesão da base é vista como fundamental para o resultado de eleições futuras, especialmente num cenário em que a mobilização de nomes de peso pode influenciar a preferência do eleitorado baiano.
Historicamente, o eleitor baiano tende a votar em chapas completas: quando o governo vence, normalmente há apoio a um ou dois senadores. Wagner reforçou essa percepção, afirmando que a tendência pode se repetir, o que sinaliza que a articulação do grupo em Bom Jesus da Lapa deve ganhar força nos próximos meses. A leitura é de que a dinâmica entre alianças, emendas e apoios municipais terá papel decisivo na configuração das vagas no Senado, bem como na consolidação do bloco político na região.
O episódio evidencia as dificuldades de manter uma coalizão estável em um estado tão competitivo como a Bahia, onde decisões locais frequentemente refletem impactos nacionais. A partir de Bom Jesus da Lapa, a expectativa é de que a articulação entre caciques regionais e lideranças nacionais ganhe intensidade, com conversas e negociatas que podem redesenhar cenários para 2026. Compartilhe nos comentários como você vê a importância das alianças políticas na Bahia e o peso das emendas na definição de apoios a candidaturas. Sua opinião ajuda a entender a complexidade desse cenário eleitoral.

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