Resumo: O desaparecimento de Thamiris Pereira, na região do Jardim das Margaridas, provocou tensão entre moradores. Um rodoviário identificado como André Eduardo passou a se esconder com a família após ser alvo de tentativas de linchamento. A defesa afirma que ele não é investigado e que não havia relação comprovada entre ele e a jovem. A linha de apuração aponta para vingança ligada à prisão de um líder do tráfico local, enquanto o Estado sustenta que André não figura entre os suspeitos no momento.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o advogado de André, Victor Quilici, reiterou que o rodoviário não está entre os investigados. Ele explicou a ligação entre André e Thamiris: a ex-enteada de André era amiga da jovem; as duas se seguiam nas redes sociais e chegaram a ser vistas juntas. “A relação dele com a Tamiris é essa. Viu as meninas brincando, e ele a conhecia. A população tomou isso como se fosse uma motivação por crime, né? Que depois ficou provado que não teve absolutamente nenhuma relação”, afirmou o defensor.
O advogado também destacou que, antes de ser ouvido, André negou conhecer Thamiris ao ser abordado por repórter, por temer um linchamento diante do clima estremecido entre os moradores da cidade. “O repórter estava na porta e chamou-o, e ele foi. A primeira reação foi dizer que não conhecia. ‘Não conhecia, não sei quem é’”, relatou Quilici.
Segundo Quilici, desde a repercussão do caso, André sofreu tentativas de homicídio e novas ameaças, e a família precisou se abrigar. A residência dele já foi alvo de apedrejamento e houve tentativas de incendiar o imóvel. O defensor garantiu que, sem a atuação policial, ele e familiares teriam enfrentado consequências ainda mais graves, e que o processo tem ajudado a esclarecer que André não teve envolvimento com o crime.
Sobre as imagens de Thamiris passando em frente à casa do rodoviário no dia do desaparecimento, Quilici disse que André não sabe por que a jovem seguiu aquele trajeto. A linha de investigação aponta que Thamiris pode ter percebido que estava sendo seguida e tentou pedir ajuda ao notar a residência de alguém conhecido, sem, porém, entrar ou manter contato com qualquer pessoa na casa.
Em coletiva de imprensa nesta quinta, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, detalhou investigações e informou que a morte de Thamiris pode ter sido motivada por vingança após uma denúncia que levou à prisão de um traficante da região. O preso, afirmam as autoridades, foi detido por violência doméstica, e não por tráfico; ele teria atribuído a Thamiris o acionamento da polícia.
Durante a coletiva, o investigador também descartou a participação de André Eduardo. O delegado afirmou que o rodoviário foi ouvido apenas como testemunha, e fez um apelo para que os moradores permitam que o Estado conduza as apurações, evitando atos de violência por conta própria. Ouvir os moradores é importante, ressaltou, mas as ações devem ficar com as forças de segurança.
Com a investigação em andamento, a cidade acompanha cada desdobramento. Embora não tenha havido confirmação de participação de outras pessoas, o caso aponta para tensões entre criminosos e autoridades locais, com a vítima na linha de frente de uma disputa que envolve denúncias, prisões e vingança. A reportagem continua acompanhando os desdobramentos para trazer informações confiáveis. Compartilhe nos comentários como você vê o desenrolar dessa história e quais perguntas as autoridades devem responder.
Agora, a cidade espera respostas claras sobre as circunstâncias do desaparecimento e do assassinato de Thamiris. Deixe sua opinião nos comentários: o que você acha que ainda precisa ser elucidado pelas autoridades para que a verdade venha à tona?

Comentários do Facebook