Membro da cúpula da facção, “Santista” do PCC é preso no litoral de SP

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Resumo rápido: a Polícia Civil de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, prendeu Everton Araujo Roque, conhecido como Santista do PCC, suspeito de chefiar um dos principais pontos de venda de drogas na Baixada Santista. A investigação aponta que Roque integra a Sintonia Final, núcleo de alto escalão do Primeiro Comando da Capital, com atuação além do estado, inclusive no transporte de drogas oriundas do Paraguai. O preso teria migrado há pouco mais de um mês do Mato Grosso do Sul e possui histórico de crimes anteriores. A operação é encarada pela polícia como um golpe significativo contra o crime organizado na região.

Everton Araujo Roque, o Santista do PCC
Everton Araujo Roque, o Santista do PCC, foi preso pela Polícia Civil nessa quinta-feira. – Foto: Polícia Civil/Divulgação.

A prisão ocorreu em um imóvel no bairro Santa Cruz, onde os agentes localizaram uma sacola com pacotes de cocaína. Em diligências na residência, foram encontrados entorpecentes adicionais, como crack e maconha, além de anotações que apontam a atuação do crime organizado na região. A área onde Roque foi capturado é marcada pela forte presença do PCC, conforme investigação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise).

O delegado Bruno Lázaro, responsável pela Dise de Itanhaém, afirmou que a captura representa mais um golpe contra o crime organizado na Baixada Santista. Segundo ele, Roque integrava a Sintonia Final dos estados, núcleo de alta periculosidade que coordena ações da facção dentro e, principalmente, fora de São Paulo, incluindo atuação em outros países. O delegado destacou que Roque voltou à Baixada Santista devido às prisões recorrentes promovidas pela delegacia local.

Dados da investigação indicam que Roque migrou do Mato Grosso do Sul pouco mais de um mês atrás, onde membros da facção atuam no transporte de drogas que chegam ao país pelo Paraguai. A investigação utiliza um organograma da PCC para situar Roque na cadeia de comando, sinalizando sua participação na chamada Sintonia Final, grupo responsável por planejamento e coordenação de ações criminosas, inclusive em outras regiões e países. A Polícia Civil reforça que a prisão é parte de uma estratégia maior para desarticular o fluxo de entorpecentes na região.

Bruno Lázaro ressaltou que Roque tem histórico de crime envolvendo roubo no Mato Grosso do Sul, o que reforça o perfil de atuação multiregião da facção na região da Baixada. A investigação também analisa possíveis ligações entre Roque e outros integrantes do alto escalão do PCC em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, com o objetivo de mapear redes de mando que conectam operações locais a estruturas nacionais da facção.

A ação evidencia a estratégia da polícia de monitorar não apenas bairros com alta incidência de criminalidade, mas também pontos estratégicamente localizados que sustentam o fluxo de drogas até a ponta da cadeia. As autoridades sinalizam que novas informações e desdobramentos devem ampliar o raio de atuação das forças de segurança, com foco na redução de violência e no enfraquecimento do PCC na região.

Para a comunidade da Baixada Santista, a prisão de um líder conhecido ajuda a sinalizar que as autoridades não toleram a escalada do crime organizado. A Polícia Civil continua a monitorar a evolução do caso, buscando consolidar as evidências e desmantelar redes associadas ao grupo. Como os leitores, moradores da cidade, enxergam o impacto dessas ações na segurança cotidiana e na qualidade de vida na região? Compartilhem suas opiniões e perspectivas nos comentários.

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