O Museu Geológico da Bahia (MGB), localizado no Corredor da Vitória, recebe uma coleção exclusiva com 74 amostras: 62 fragmentos de meteoritos, uma réplica do meteorito Campo Del Cielo e 11 fragmentos de óxido do Bendegó, além de ferrugem associada ao Bendegó. A aquisição, no valor de R$ 40 mil, foi feita pelo geólogo Wilton de Carvalho, doutor em geociências pela UFBA. As peças serão exibidas e também utilizadas para estudos da área, fortalecendo o papel do museu como espaço de pesquisa, divulgação e inspiração para a comunidade científica. A iniciativa celebra os 51 anos de atuação do MGB e reforça o compromisso da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado com a promoção da ciência.
Entre as peças, destaca-se a ferrugem proveniente do Bendegó. O meteorito Bendegó foi descoberto em 1784 na cidade de Monte Santo e transportado ao Rio de Janeiro em 1888. A rocha que deu origem à ferrugem foi preservada mesmo após o incêndio que destruiu o Museu Nacional em 2018. A amostra foi encontrada por Domingos da Rocha Botelho, junto ao riacho que batizou a região, reforçando a ligação entre a história local e a ciência global.
Localizado no Corredor da Vitória, o MGB é um equipamento cultural administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia. O museu abriga 15 exposições temáticas e uma sala dedicada aos meteoritos, que oferece informações detalhadas sobre 59 meteoritos oficiais e sete crateras de impacto. Entre as peças, a réplica do Bendegó ocupa posição de destaque, evidenciando a relação entre materiais cósmicos e a história natural da região.
Angelo Almeida, secretário da SDE, destacou a importância da aquisição para o papel do museu como espaço de divulgação científica. “Essa iniciativa dialoga diretamente com o compromisso de preservar nossa história natural e criar oportunidades para pesquisa, aprendizado e inspiração para as futuras gerações”, afirmou. A compra amplia o repertório didático do MGB, fortalecendo ações pedagógicas e projetos que conectam estudantes, pesquisadores e moradores com a geologia e a astronomia.
O MGB foi inaugurado em 4 de março de 1975 e se consolidou como o primeiro museu científico de geologia do estado. Hoje, o acervo supera 20 mil peças, refletindo décadas de pesquisa, educação e cultura. Além das exposições permanentes, o museu desenvolve iniciativas que facilitam o acesso da população a conteúdos científicos, com visitas pedagógicas e atividades para instituições de ensino, sempre buscando estimular curiosidade e aprendizado.
O espaço funciona de terça a sexta, das 13h às 18h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h. Visitas pedagógicas podem ser agendadas para grupos a partir de 15 pessoas pelo telefone (71) 3115-7971 ou pelo e-mail [email protected].
Convido você a conhecer de perto essa coleção e a compartilhar nos comentários suas impressões sobre a importância de preservar fragmentos da nossa história natural e cósmica. Qual peça você gostaria de ver de perto no MGB?

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