Resumo: Cuba enfrenta o segundo apagão nacional em menos de uma semana, ampliando a crise energética provocada pelo bloqueio dos Estados Unidos. O Ministério de Energia informou a desconexão total do sistema, Havana já sente a falta de eletricidade ao entardecer, e ações de restabelecimento são iniciadas enquanto chega auxílio internacional.
No sábado, 21 de março de 2026, o país registrou o segundo corte que atingiu quase a totalidade do território, após o primeiro apagão ter mergulhado a nação na escuridão há apenas cinco dias. O ministério não divulgou prazos para a recuperação completa, mas afirmou que os trabalhos para restabelecer o serviço já estavam em andamento e que a população deve permanecer preparada para novas interrupções, caso haja necessidade de racionamento temporário em algumas áreas.
A interrupção atingiu Havana no entardecer, com o horário local apontando para pouco antes das 18h30 (19h30 em Brasília). Relatos de moradores mostram prédios e ruas mergulhados em trevas assim que o sol se põe, sinalizando uma nova fase de desabastecimento que se soma ao apagão registrado cinco dias antes, ampliando o desafio para a capital e outras cidades da ilha.
Enquanto isso, um comboio de ajuda internacional começou a chegar à área, levando suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares. A distribuição dessas necessidades básicas representa um alívio imediato em meio a cortes prolongados de energia, que prejudicam serviços essenciais, água, saúde e transporte. A chegada de assistência externa ocorre em meio a um cenário de dificuldades logísticas e de planejamento para manter a população com recursos mínimos.
O parque gerador de Cuba opera sob pressão: os sistemas de produção de energia enfrentam cortes diários de até 20 horas em diferentes regiões, em meio à escassez de combustível necessária para manter a geração. A infraestrutura antiga, já fragilizada por anos de manutenção insuficiente e de dependência de importações, enfrenta um teste grave de capacidade e resiliência frente a interrupções tão repetidas.
A crise energética está associada às pressões externas impostas pelos Estados Unidos, que intensificaram um bloqueio petrolífero de facto desde janeiro. O governo cubano aponta que a economia da ilha foi fortemente afetada pela paralisação de fluxos vitais de combustível, agravando a situação social e econômica em uma época já desafiadora para a população, sobretudo em bairros mais vulneráveis e com infraestrutura precária.
Até o momento, não há previsão definida para a normalização total do sistema elétrico, e as autoridades reiteram o compromisso de priorizar serviços críticos, como hospitais, redes de abastecimento de água e áreas com maior densidade populacional. O desafio é abrir espaço para que a energia retorne com maior estabilidade, sem prejuízo às necessidades básicas da cidade de Havana e de outras regiões da ilha.
Convido você, leitor, a compartilhar sua leitura sobre a crise energética em Cuba. Como a situação afeta a vida em sua localidade? Que medidas de ajuda você considera mais eficaz neste momento e quais passos espera ver nos próximos dias? Comente abaixo e participe da conversa, contribuindo com suas perspectivas sobre o que poderia acelerar a recuperação e a normalização.

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