Resumo: a decisão de Ratinho Júnior de abrir mão da candidatura presidencial reconfigura a disputa dentro do PSD. Kassab avalia abrir caminho para uma candidatura própria com Caiado ou Leite, enquanto o partido prepara o terreno para 2026, com foco em fortalecer a bancada no Senado e no Congresso e manter o PSD atuante em governos nacionais.
A saída de Ratinho Júnior da concorrência ao Planalto altera o cenário interno do PSD. Aliados afirmam que a família do governador do Paraná já demonstrava desconforto com a possibilidade de ele disputar a Presidência, e que a decisão pode consolidar o apoio a nomes como Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Entre dirigentes, Caiado aparece como o nome com maior chance de ser escolhido pela coalizão do partido, ainda que o PSD tenha sinalizado até o momento a possibilidade de manter a flexibilidade estratégica dependendo do contexto político.
O histórico da sigla também pesa na equação. Criado em 2011, o PSD já tentou diversas vezes lançar um candidato próprio e se manteve presente em cargos de governo em diferentes frentes. Hoje o partido ocupa ministérios e secretarias, incluindo três pastas sob o governo Lula, além de atuar de forma relevante na Secretaria de Governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo. Internamente, há quem defenda uma candidatura de centro, para evitar conflitos com polos mais radicais da política. A cada passo, o PSD busca equilibrar a atuação nacional com a presença regional nas alianças locais.
O partido também analisa o caminho para 2026, quando pretende ampliar sua presença no Congresso e consolidar a presença no Senado. A estratégia envolve manter abertas as possibilidades para apoiar outras candidaturas, caso não haja um consenso interno definitivo, e acompanhar de perto a viabilidade de nomes como Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, que tem sido visto como possível candidato caso decida pela reeleição no estado. A direção do PSD enfatiza que a decisão final deve levar em conta o equilíbrio entre o protagonismo nacional e a convivência com as coalizões estaduais.
Histórico de apoios
- O PSD, criado em 2011, participou pela primeira vez de uma eleição presidencial em 2014.
- Na estreia, o partido apoiou a reeleição de Dilma Rousseff (PT) ao Planalto, sob a articulação de Kassab.
- Quatro anos depois, houve a tentativa de lançar Guilherme Afif como candidato próprio, mas a ideia foi abandonada.
- No primeiro turno de 2018, o PSD apoiou Geraldo Alckmin (PSDB); no segundo turno houve neutralidade.
- Em 2022, o PSD tentou novamente lançar Rodrigo Pacheco (MG), mas o senador optou por não disputar.
- Sem candidato próprio e diante da polarização entre Lula e Bolsonaro, a sigla manteve neutralidade, ainda que ocupasse ministérios e secretarias nos governos anteriores.
- Em 2024, o PSD elegeu o maior número de prefeitos do país (887) e busca ampliar bancadas no Congresso nesta década.
Segundo turno fica para depois
Além da definição da chapa, o PSD deve debater mais adiante a posição em um eventual segundo turno sem candidato próprio. Parlamentares ressaltam que, diante das movimentações recentes de Kassab, a sigla pode acabar apoiando uma candidatura adversária de Lula. No entanto, há quem defenda a autonomia dos diretórios locais para decidir palanques, independentemente do posicionamento nacional.
Panorama financeiro e institucional O PSD trabalha para financiar uma eventual campanha presidencial e as candidaturas ao Congresso. Estima-se que a sigla receba, em 2026, cerca de R$ 400 milhões do fundo eleitoral, além do tempo de propaganda no rádio e na televisão, fator que reforça a importância de manter a bancada e a base de apoio em estados estratégicos.
A atuação do PSD na vida pública tem como traço a busca por alianças estáveis e uma leitura de centro, com a aposta de que uma coalizão bem estruturada possa se manter relevante em diferentes governos. A coalizão atual envolve ministros importantes e cargos de governo, além de uma presença consistente em diversas estruturas administrativas estaduais e municipais, o que fortalece a posição do partido no cenário nacional.
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Encerrando, o PSD demonstra que pretende manter-se como uma força relevante no cenário político nacional, com ações que vão além de palanques amplos. A decisão sobre a chapa presidencial deve respeitar o equilíbrio entre a necessidade de protagonismo e a responsabilidade de manter coalizões estáveis, especialmente em estados-chave. A direção do partido reforça que haverá espaço para negociações locais, mantendo a cautela necessária para avançar em um cenário cada vez mais fragmentado.
E você, leitor, como enxerga a estratégia do PSD para 2026? Acredita que as escolhas de Caiado ou Leite podem fortalecer o partido no Congresso e no Senado, ou a sigla precisa buscar um caminho diferente? Deixe sua opinião nos comentários e participe da nossa discussão.






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