Após deixar PDT, Penalva deve se filiar ao União Brasil enquanto Vitor Bonfim fica “travado” e pode ficar no PV; entenda

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Resumo: Deputados da Bahia articulam mudanças na janela partidária para preservar mandatos e ampliar influência no cenário estadual. Emerson Penalva pode migrar para o União Brasil após deixar o PDT, enquanto Vitor Bonfim avalia permanecer no PV. O PSB estuda avançar com Elisângela Araújo, Bebeto Galvão e as tratativas com outras siglas, incluindo o Podemos, que sinaliza riscos à base do governo. A formação da federação União Progressista e o desempenho nas eleições de 2022 moldam o tabuleiro para 2024/2026.

Os movimentos na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ganham força à medida que as siglas buscam recompor alianças para manter mandatos e abrir espaço para disputas futuras. A pauta envolve a possibilidade de Emerson Penalva migrar do PDT para o União Brasil, mantendo o arco de alianças próximo ao pré-candidato ao governo, ACM Neto, cuja sigla, ao lado do PSD, reúne a maior bancada na casa — 10 deputados.

Ao analisar a federação entre União Brasil, hoje parte de uma aliança com o PSD, e a formação da federação União Progressista, fica claro que o histórico de votos pode influenciar a releição de Penalva. Em 2022, a sigla registrou mais de 51 mil votos; no entanto, se atuasse isoladamente pelo União Brasil, o parlamentar apareceria como quarta suplente, o que acende o debate sobre estratégias de permanência no Legislativo.

Quanto a Vitor Bonfim, a situação é de indefinição. O deputado ainda não definiu uma candidatura à Câmara dos Deputados e pode permanecer no PV. Antes disso, Bonfim iniciou conversas com o PSB, mas a saída de Bebeto Galvão da legenda alterou o cenário, levando a uma reconsideração das tratativas. A dúvida persiste sobre o quociente partidário necessário para formar uma bancada estável no Legislativo.

Paralelamente, o PSB confirmou a participação da deputada federal Elisângela Araújo, o que reacendeu negociações com Bonfim. No entanto, uma liderança da sigla não confirmou o retorno das conversas, mantendo a incerteza sobre a composição da base para as próximas eleições e o impacto na dinâmica da AL-BA.

Outro fator relevante envolve o Podemos, cuja relação com a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) pode oscilar. A presidente nacional da sigla, Renata Abreu, abriu negociações com o senador Angelo Coronel para atrair lideranças para o partido, fortalecendo a presença na Bahia. Uma deputada ligada ao Podemos também sinalizou a necessidade de maior robustez na disputa pelo Legislativo para manter a base alinhada ao governo.

O conjunto dessas movimentações aponta para um cenário de ajustes estratégicos entre siglas, com o objetivo de consolidar posições e ampliar espaço político na Bahia. As próximas semanas devem esclarecer quem permanece, quem muda de legenda e quais alianças passarão a ditar a configuração da AL-BA e as perspectivas para as eleições futuras. A cidade está atenta aos desdobramentos.

E você, o que espera das mudanças na bancada baiana? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o mapa político da sua cidade. Sua voz ajuda a entender o que essas negociações podem significar para a governabilidade e para o futuro da região.

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