Mãe e pedagoga: quem era a GCM de Vitória morta pelo ex-namorado policial

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A comandante Dayse Barbosa, da Guarda Municipal de Vitória, foi morta a tiros dentro de casa durante a madrugada de segunda-feira, na capital capixaba. O principal suspeito é o ex-namorado, um policial rodoviário federal, que se suicidou após o crime. A Polícia Civil aponta indícios de feminicídio e de que o ataque possa ter sido planejado, com objetos recolhidos na residência da vítima durante as investigações.

Dayse Barbosa, 37 anos, integrava a GCM desde 2012 e tornou-se referência no combate à violência contra a mulher em Vitória. Formada em Pedagogia, com pós-graduação em Segurança Pública Municipal, ela, em 2023, tornou-se a primeira comandante mulher da Guarda Municipal da capital capixaba, rompendo um histórico de lideranças predominantemente masculinas. Ao longo da carreira, consolidou-se como exemplo de serviço público dedicado e ético.

A investigação revelou que, no quarto da vítima, foram encontrados itens que sugerem planejamento do crime: alicate, escada, chave de corte, faca e álcool. Ao menos cinco cápsulas de munição também foram localizadas. Familiares do ex-namorado relatam que Diego Oliveira de Sousa era uma pessoa contida, ciumenta e possessiva, o que, segundo eles, pode ter contribuído para o desfecho trágico após o término do relacionamento.

A cidade de Vitória decretou luto oficial de três dias pela morte de Dayse Barbosa. Ela era reconhecida como figura central no combate à violência contra a mulher e pela defesa da atuação da guarda na capital. Em redes sociais, Dayse costumava compartilhar sua rotina profissional, reforçando a importância de mulheres ocuparem postos de liderança e de o serviço público atuar na proteção da população.

Dayse era mãe de uma menina de oito anos. O nascimento da filha é apontado pela comandante como um dos momentos mais importantes de sua vida. Em entrevistas, destacava que a presença materna é essencial para o desenvolvimento da filha e que desejava ser um exemplo de força e autonomia para ela, mesmo diante dos desafios da profissão.

A prefeitura de Vitória reforçou que Dayse teve uma trajetória marcada pela ética, dedicação, sensibilidade, coragem e compromisso com a segurança pública. Em mensagens divulgadas pela administração, a comandante falava sobre liderança, a importância de inspirar equipes e de representar a Guarda de Vitória com orgulho, lembrando que vestir o uniforme representa uma responsabilidade para a cidade.

Sobre o suspeito, Diego Oliveira de Sousa, a Polícia Rodoviária Federal informou que ele era lotado na delegacia da PRF em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A PRF reiterou o compromisso com a vida, o combate ao feminicídio e a violência contra as mulheres. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Este episódio reacende o debate sobre violência contra a mulher e reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para protegê-las, especialmente àquelas que atuam na segurança pública. A cidade de Vitória acompanha os desdobramentos com pesar, aguardando que as autoridades avancem na apuração e que haja justiça para Dayse e sua família. Compartilhe seus pensamentos sobre o tema nos comentários e participe da discussão para fortalecermos a proteção às mulheres e a segurança na nossa região.

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