Banco Master: procurado por lavagem de dinheiro é preso em SP

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Um homem procurado pela Justiça, suspeito de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro com ligações ao Banco Master, foi preso nesta quinta-feira (26/3) pela Polícia Militar em São Paulo, com apoio da Polícia Federal de Santos. A ação integra investigações sobre fraudes e irregularidades ligadas à gestão do Master, e aponta para possíveis vínculos com operações de alto risco e instituições do sistema financeiro. O caso envolve a identificação de Edmilson Souza de Oliveira, de 50 anos, alvo de mandado de prisão temporária que já estava em curso no âmbito de uma apuração mais ampla.

A localização do suspeito ocorreu na região da Vila Andrade, quando equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano efetuaram a prisão. Em seguida, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo, para que as investigações avancem sob a responsabilidade da PF. Fontes ouvidas pelo Metrópoles indicaram que a ação foi apoiada pela PF de Santos, fortalecendo a linha de apuração sobre participação de redes criminosas ligadas ao dinheiro fácil e à gestão de recursos no setor financeiro.

A PF informou que não comenta ações em andamento realizadas por outras forças policiais, mesmo quando as ocorrências são encaminhadas pela PM para formalização. O mandado de prisão tem prazo inicial de 30 dias, dentro de uma investigação que apura crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e infrações ao sistema financeiro nacional, com a possibilidade de novas diligências e apreensões de dispositivos eletrônicos para perícia.


Entenda a situação do Banco Master

– O Banco Master enfrentou uma grave crise de liquidez ao longo do ano anterior, tornando impraticável cumprir obrigações financeiras diárias e colocando em risco depósitos de clientes e compromissos com investidores.

– A instituição dependia de aportes do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para manter operações mínimas, mas a situação se deteriorou devido ao acúmulo de passivos e à fragilidade da governança interna. Em novembro de 2025, o BC decretou a liquidação extrajudicial, encerrando as atividades do banco.

– Antes da liquidação, houve tentativa de venda do banco ao BRB como forma de reorganização financeira e transferência de controle. A operação envolvia passivos superiores a 50 bilhões de reais e não avançou por causa dos riscos e da falta de garantias suficientes.

– A liquidação determinada pelo Banco Central interrompeu essas negociações, com intervenção direta na administração do banco. Além da crise financeira, o caso ganhou contornos políticos de grande repercussão, com investigações que indicaram irregularidades na gestão e possível participação de agentes ligados à esfera política, incluindo tentativas de facilitar operações de alto risco e influenciar decisões sobre transferência de controle.

– O episódio provocou questionamentos no Congresso Nacional sobre a condução de operações e a atuação do Banco Central, ampliando o escrutínio público sobre a gestão do setor financeiro e a relação entre instituições e autoridades regulatórias.


Trajetória de Vorcaro na cadeia

Daniel Vorcaro foi preso no dia 4 de março pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na gestão do Master e um possível rombo de até 40 bilhões de reais no sistema financeiro. A prisão ocorreu na casa dele, nos Jardins, um dos bairros mais valorizados de São Paulo, e ele foi encaminhado à Superintendência da PF, na região Oeste, onde o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel, entregou-se no início da manhã. Zettel é apontado como o segundo operador do esquema.

Os dois deixaram a PF em uma viatura com grade nas janelas e foram levados ao Fórum da Justiça Federal para audiência de custódia. No dia seguinte, Vorcaro e Zettel foram transferidos para a Penitenciária de Guarulhos, no Complexo Penal II, em um veículo da PF. Para evitar registros pela imprensa, os acusados chegaram encapuzados, cobrindo os rostos com camisetas.

Na quinta-feira seguinte, Vorcaro e Zettel foram transferidos para a Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. Na sexta-feira, o dono do Master foi encaminhado a um presídio federal em Brasília, encerrando a primeira etapa de deslocamentos relacionados ao caso.

No dia seguinte, o tribunal manteve a prisão preventiva solicitada pela PF, autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça. Os acusados foram encaminhados ao Complexo Penal II de Guarulhos, e, pouco depois, transferidos para a Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. Na sexta-feira, Vorcaro deixou o estado de São Paulo para cumprir pena em um presídio federal em Brasília. Seguiram-se deslocamentos que evidenciam a condução do caso em múltiplas etapas, com foco na apuração de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro, além da provável relação com operações envolvendo o Banco Master.

A presença de vozes políticas nos desdobramentos, somada à gravidade das acusações, elevou o nível de complexidade do caso. As investigações continuam, com a PF à frente das diligências que visam esclarecer os vínculos entre o suposto esquema, agentes públicos e a estrutura do Master. A cobertura pública permanece atenta aos próximos desdobramentos, incluindo novas medidas judiciais, possíveis acordos de colaboração e a avaliação de responsabilidades de gestores e terceiros ligados ao tema.

Se você acompanhou as informações sobre o Banco Master e os desdobramentos envolvendo Vorcaro, Zettel e as investigações, compartilhe seus pontos de vista nos comentários. Como você avalia o efeito dessas operações para a confiança do público no sistema financeiro e na atuação das autoridades de fiscalização? Sua opinião ajuda a construir um debate informado sobre temas de grande impacto.

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