Pesquisa mostra aumento expressivo da desaprovação a Lula entre os mais jovens, além de subir em meio às mulheres

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Resumo para leitura: A pesquisa AtlasIntel Bloomberg, realizada de 18 a 23 de março de 2026 com 5.028 moradores de 16 anos ou mais, aponta aumento da desaprovação ao presidente Lula para 54%, com a aprovação em 46% e 47% em fevereiro e março, respectivamente. O índice piorou em diversos segmentos da cidade, especialmente entre jovens, pessoas de menor renda, eleitores com ensino médio, além de variações por religião, faixa etária, nível de instrução e região.

A divulgação mostra que, no agregado, a desaprovação subiu de 52% em fevereiro para 54% em março, enquanto a aprovação recuou de 47% para 46%. Este movimento coloca Lula no patamar mais baixo já registrado em alguns momentos de seus mandatos, sinalizando um acúmulo de críticas que se repetiu em períodos anteriores, como março e maio de 2025, quando os índices também atingiram níveis elevados de negativa popular.

Jovens e renda básica ampliam o recorte de rejeição. Entre eleitores de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 58,6% em fevereiro para 72,7% em março, evidenciando um desgaste entre o segmento mais jovem. A faixa etária de 60 a 100 anos também mostrou aumento, passando de 39,2% para 50,8% na desaprovação.

Entre as mulheres, as mudanças foram mais intensas do que entre os homens. Enquanto a desaprovação entre homens cresceu de 62,3% para 63,1%, entre as eleitoras o índice subiu de 41,8% para 45,4% no período analisado, sinalizando um recorte de gênero com impacto perceptível sobre a opinião pública.

Religião e educação revelam curvas distintas. Entre os evangélicos, a desaprovação subiu fortemente, indo de 74,2% em fevereiro para 85,5% em março. Já entre católicos, o índice permaneceu estável em 45%. Em relação à educação, quem tem ensino médio registrou alta de desaprovação, de 53,6% para 63,5%. Em contraste, os que declararam ensino fundamental tiveram queda de 56,6% para 46,8%, e o grupo com ensino superior registrou aumento de 40,7% para 48,2%.

A leitura por região aponta variações marcantes: a região Norte viu a desaprovação subir de 37,7% para 63,9%, enquanto a região Sul acompanhou a tendência com aumento de 49,3% para 60,2%. Esses movimentos indicam que o terreno político não é homogêneo e que segmentos diferentes da população reagem de modo diverso aos desdobramentos nacionais.

Metodologia e alcance. A AtlasIntel Bloomberg realizou o levantamento entre 18 e 23 de março de 2026, entrevistando 5.028 pessoas com 16 anos ou mais. O estudo apresenta intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos. O registro do TSE é BR-04227/2026, assegurando a validade oficial do monitoramento.

Esses números sinalizam um momento de pressão para o governo, com consequências potenciais para o clima político e as estratégias de comunicação dos próximos meses. Entender as variações por faixa etária, religião e região ajuda a mapear os temas que, de fato, mobilizam a opinião pública e podem exigir respostas rápidas do eixo central de poder.

Como você vê esses movimentos? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como essas tendências se traduzem para a vida cotidiana na sua cidade. Sua leitura pode ajudar a entender o que realmente move os eleitores neste momento.

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