Justiça do DF mantém prisão de homem que fez família refém por 5 horas

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Resumo: Em Itapoã, no Distrito Federal, um homem de 44 anos manteve a própria família refém por cerca de cinco horas. A Justiça do DF converteu a prisão em preventiva durante audiência de custódia. A operação contou com a atuação do BOPE, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros; uma faca foi apreendida e as duas crianças, além da esposa, foram resgatadas sem ferimentos. Vizinhos relataram gritos e momentos de tensão, enquanto a investigação ficou a cargo da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

O episódio ocorreu na quinta-feira, 26 de março, na QD 366 do condomínio Del Lago, na região de Itapoã. Segundo relatos, o agressor, identificado como Benigno Feitosa Silva, 44, teria mantido sua esposa e o filho recém-nascido sob ameaça com uma arma branca. A situação causou pânico entre moradores e mobilizou equipes de segurança da cidade.

Na audiência de custódia realizada na sexta-feira, 27/3, a Justiça converteu a prisão de Benigno em preventiva. Ele ficou detido sob custódia da Justiça. O cerco policial durou aproximadamente cinco horas, durante as quais vizinhos relataram ouvir gritos insistentes da casa onde a família estava mantida refém.

Por volta das 19h, a tensão atingiu um ponto crucial: dois tiros de bala de borracha foram disparados por policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE para conter a ameaça e assegurar o resgate). O homem foi preso e encaminhado a um hospital da região, enquanto a mulher e o bebê, com um mês de vida, foram resgatados sem ferimentos.


Detalhes do resgate:

  • A mulher e a criança, de um mês, foram socorridas sem ferimentos.
  • Por volta das 19h, dois tiros foram ouvidos no local. Benigno foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para atendimento médico.
  • O caso é apurado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Ao Metrópoles, vizinhos descreveram a tensão vivida durante a intervenção. Dois jovens moradores conseguiram resgatar duas das crianças que estavam sob a guarda do suspeito. Um técnico de internet, de 18 anos, também relatou ter ouvido os gritos da esposa, que implorava pela vida do recém-nascido.

“Nós escutamos os gritos e as crianças chorando. Aí tiramos as crianças de dentro da casa. Nisso, o vizinho entrou com a mulher dele para dentro da casa e se trancou. Nós tentamos conversar com ele, mas não conseguimos.”

Veja o relato dos vizinhos:

De acordo com o técnico de internet, Douglas Alves dos Santos, o som de gritos da esposa near da residência foi perceptível. “Ela gritava: ‘Por favor, não faz isso com o nosso filho. Ele é recém-nascido’.” Ele acrescenta que, ao perceber a gravidade da situação, os vizinhos intervieram para proteger as crianças e chamar a polícia.

Outro morador afirma que as crianças estavam apavoradas e pediam ajuda. “Levamos as crianças para a casa de uma vizinha e acionamos a polícia. Também tenho um filho recém-nascido e fiquei muito abalada. Se não fossem os oficiais, poderia ter ocorrido uma tragédia.”


A atuação das forças de segurança envolveu a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que garantiram a chegada segura das vítimas ao abrigo de uma intervenção que exigiu contenção cuidadosa. A investigação continua em curso, com a certidão de que o caso é acompanhado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) e que a Justiça analisa as circunstâncias que levaram ao sequestro familiar.

Este caso lança novamente luz sobre a importância de respostas rápidas a situações de violência doméstica e de proteção a crianças. A cidade observa com cautela as ações que garantem a integridade de quem não pode se defender sozinho, especialmente quando o tempo é fator decisivo na segurança de mãe e bebê.

E você, leitor, o que pensa sobre a atuação das autoridades nesse tipo de ocorrência? Compartilhe sua opinião nos comentários e traga seu ponto de vista sobre medidas de prevenção, apoio às famílias e a resposta da segurança pública nas situações de risco.

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