Resumo: MDB da Bahia afirma que não será barriga de aluguel na montagem da chapa majoritária de Jerônimo Rodrigues para 2026, mantendo portas abertas a novos quadros, mas sob regras claras. A discussão envolve a possível entrada de Elmar Nascimento e, ao mesmo tempo, a definição de nomes para a vice na chapa e a posição do partido dentro da base governista.
Geddel Vieira Lima destacou que o MDB está aberto a recebimento de militantes, desde que haja espaço para todos ocuparem suas funções, porém o partido permanece firme quanto à avaliação de quem pode ingressar. “O MDB estará sempre aberto a receber tantos quantos desejem participar como militantes, galgando seus espaços […] mas sempre hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido possa se prestar ao papel de barriga de aluguel”, afirmou em publicação nas redes sociais.
O ex-deputado reforçou que novas filiações não devem chegar já ocupando posições de destaque. “No MDB, não dá para entrar e já sentar na janela”, comentou, comentando rumores de filiações vindas de fora para dentro que teriam impacto imediato no modo de conciliar interesses para a formação da chapa.
A declaração ocorre após o Bahia Notícias trazer à tona a notícia de que Jerônimo Rodrigues coordena convites para Elmar Nascimento integrar a chapa da reeleição em 2026, possivelmente como vice ou apenas indicando alguém de confiança. Entre as possibilidades discutidas estaria o deputado estadual Marcinho Oliveira, segundo apuração recente.
Segundo apuração, a negociação envolveria também a possibilidade de Elmar deixar o União Brasil — partido do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, principal adversário de Jerônimo — e se filiar ao MDB até o início de abril, abrindo caminho para um entendimento político mais amplo dentro da base governista.
Geddel já havia criticado o deputado federal publicamente em diversos momentos, inclusive quando o tema évantilado como possibilidade de ministro no governo Lula. Na publicação de domingo, ele afirmou que o MDB já tem posição definida dentro da base governista e indicou que o nome para a vice poderia recair sobre o atual vice-governador Geraldo Júnior. “Quando viemos apoiar a então frágeil candidatura de Jerônimo Rodrigues, viemos inteiros […] e o candidato a vice foi Geraldo Júnior. Ao se aproximar a reeleição, deixamos claro que, pela lealdade ao projeto, ao governador e ao partido, seria Geraldo Júnior o nome do MDB na chapa, e que não sentaríamos para negociar essa questão”, enfatizou.
Em resumo, o MDB na Bahia busca manter sua identidade e regras de ingresso, ao mesmo tempo em que avalia cenários de parceria que possam assegurar a chapa de Jerônimo Rodrigues em 2026. A conversa sobre Elmar Nascimento sinaliza uma tensão entre fidelidade aos critérios do partido e a exigência de composições que garantam força política na eleição. A posição sobre Geraldo Júnior como possível vice reforça o tom de lealdade ao projeto e ao governador, sem abrir mão de critérios internos para evolução de quadros locais.
Como isso se desenhará nos próximos meses pode redefinir alianças no interior da Bahia e influenciar as estratégias da base aliada. A decisão final depende de acordos entre dirigentes, alianças com o governador e as próximas filiações que venham a ocorrer até abril. Compartilhe sua visão sobre o papel do MDB na articulação política da Bahia e como você enxerga a formação da chapa em 2026 nos comentários. Qual leitura você faz para o futuro da região?

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