Resumo: Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e recordista de votos na última eleição, recusou novamente o convite para compor a chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) na condição de vice-governadora. O episódio revela tensões entre aliados, rumores de alinhamento político e a mobilidade de candidaturas no cenário baiano, enquanto encontros envolvendo Jerônimo, Geddel Vieira Lima e Otto Alencar mantêm a pauta em aberto. A indefinição chega em um momento estratégico, com o orçamento da AL-BA para 2027 em foco e a leitura de que novas composições podem ganhar forma nos bastidores.
Ivana Bastos tem trajetória marcada pelo desempenho eleitoral expressivo: no último pleito, atingiu 118 mil votos, e há indicativos de que poderá superar a casa dos 150 mil votos neste ano, segundo fontes de bastidores. Mesmo diante do apoio de diversos deputados estaduais, a parlamentar recusou mais uma vez a vice, citando a dificuldade de deixar seu espólio político intacto e a complexidade de conciliar uma eventual função executiva com a agenda contínua no parlamento. A decisão aponta para uma leitura de que manter a força eleitoral atual exige cuidado estratégico.
Além disso, a discussão sobre o orçamento robusto previsto para o Legislativo baiano em 2027 pesa na balança. Com a reeleição já encaminhada, Ivana teria à disposição mais de R$ 1 bilhão para gerir na AL-BA, o que reforça a percepção de que abandonar a presidência da Casa para a vice-governadoria não seria simples. Para aliados, esse cenário reforça a ideia de que Ivana seria uma peça poderosa em qualquer demanda de governabilidade, e a recusa revela a cautela necessária para não sacrificar ganhos institucionais já conquistados.
Na noite desta segunda-feira (30), Jerônimo Rodrigues manteve uma reunião com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais referências do MDB na Bahia, acompanhado do presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar. Otto afirmou, ao Bahia Notícias, que a conversa enfocou exclusivamente questões partidárias do PSD e a atuação de prefeitos do interior, não havendo tratamento sobre a chapa majoritária nem sobre Ivana Bastos. Ele reforçou que não houve convocação para tratar o tema da vice, dizendo: “Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior.”
As conversas, no entanto, permanecem no radar das análises políticas. Circulam rumores de que encontros com Geddel e a participação de Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais, alimentariam a narrativa de uma eventual indicação de Ivana como vice na chapa governista. Ainda que Otto tenha negado qualquer tratativa nesse sentido, a presença de diferentes atores em discussões sobre o arco de alianças indica que o cenário está em movimento, com possibilidades de redefinição conforme avanços ou entraves nas negociações entre PSD, MDB e PT.
O panorama atual da política baiana mostra, portanto, uma tríade em jogo: a força eleitoral de Ivana Bastos, a estratégia de Jerônimo Rodrigues para consolidar o governo, e as apostas sobre como o orçamento de 2027 poderá influenciar as decisões de alianças. Enquanto alguns veem na união entre Jerônimo e Ivana a “chapa dos sonhos” pela combinação de representatividade e poder, outras análises destacam a necessidade de prorrogar negociações para além de datas-chave, evitando pressões que possam comprometer projetos de longo prazo para a região.
E você, leitor, como enxerga o impacto dessas conversas na cena política da Bahia? Acha que Ivana Bastos pode ainda entrar na chapa ou que novas composições devem surgir até as eleições? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da construção do debate sobre os rumos políticos da região.

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