Um encontro promovido pela Atlantic Nickel, em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e o Instituto Euvaldo Lasso (IEL) reuniu empresários e representantes da indústria baiana para debater oportunidades de negócios ligadas ao Projeto Underground da Mina Santa Rita, na região de Itagibá, sul da Bahia. O evento, realizado na tarde de quarta-feira na Fieb, abriu a divulgação da nova etapa de expansão da produção de níquel no estado.
O objetivo central foi evidenciar o potencial de geração de emprego, renda, desenvolvimento socioeconômico e fortalecimento da cadeia produtiva mineral dentro da Bahia. A proposta incluiu mapear as demandas de suprimento do projeto, que será a maior mina subterrânea de níquel da América Latina, conectando fornecedores de bens e serviços ao empreendimento e fortalecendo a economia regional.
De acordo com o presidente da CBPM, Henrique Carballal, trata-se de um avanço qualitativo significativo para a mineração baiana. A projeção inicial aponta 250 quilômetros de túneis, com potencial para chegar a 300 quilômetros, ampliando a necessidade de insumos e serviços. Hoje, a operação de superfície emprega cerca de 500 pessoas, com expectativa de elevar esse quadro para 1.500 durante a expansão. O objetivo é manter a maior parte dos contratos e fornecimentos dentro da Bahia, evitando que indústrias de outros estados assumam parte relevante dos contratos, e assim fortalecer a economia local.
O presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, reforçou a importância de eventos como esse para criar oportunidades para empreendedores, fornecedores e produtores baianos. Ele destacou que a interação entre o empresariado regional facilita parcerias estruturantes, levando em conta as particularidades do território baiano. Em síntese, o encontro é visto como etapa decisiva para que o estado aproveite ao máximo o investimento, gerando retorno para a cidade que recebe a demanda e para toda a cadeia produtiva.
O níquel encontrado na região de Itagibá é o níquel sulfetado, um minério primário de alto teor essencial para a produção de níquel puro (99,9%) e para baterias de veículos elétricos. Durante o encontro, Carballal explicou que a CBPM mantém diálogo com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e com o Senai Cimatec para desenvolver uma patente que diferencie o material baiano no mercado, apontando para um diferencial competitivo frente a fornecedores de outros países, como a Indonésia.
Essa parceria entre indústria, academia e entidades regionais não apenas busca ampliar a produção, mas também consolidar uma relação estável entre fornecedores locais e o projeto. Ao manter a renda na Bahia, a iniciativa visa estimular serviços, logística e infraestrutura da região, com impactos diretos para Itagibá e municípios vizinhos, fortalecendo o ecossistema mineral da região.
O lançamento dessa etapa de expansão é visto como um marco para a Bahia, capaz de gerar empregos diretos e indiretos e de dinamizar toda a cadeia de negócios da região. O que você acha que a maior vantagem dessa expansão para a economia da Bahia será: mais empregos, maior captação de serviços locais ou desenvolvimento de novas tecnologias de mineração? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a fomentar o debate sobre o futuro da mineração na Bahia.

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